Faltando 100 dias para o primeiro turno das eleições gerais, o mapa político dos estados ainda está longe de se fechar. Em boa parte do país, as chapas para governo e Senado continuam em fase de negociação, com partidos ajustando alianças, testando nomes e segurando anúncios para os próximos movimentos da campanha.
O quadro mais definido aparece em um grupo pequeno de estados. Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão entre os casos em que as composições já ganharam contornos mais claros, reduzindo o espaço para surpresas de última hora. Ainda assim, mesmo onde há mais previsibilidade, o ambiente segue sujeito a mudanças até o registro oficial das candidaturas.
Em São Paulo, a corrida ganhou um novo componente após as desistências de Paulo Serra, do PSDB, e de Kim Kataguiri, do Missão. As saídas abriram espaço para uma disputa que tende a ser diferente do desenho inicialmente esperado e podem reorganizar o campo de centro-direita no estado mais populoso do país.
Na prática, a contagem regressiva para o primeiro turno tem acelerado as costuras partidárias, mas não eliminado a incerteza. Governo e Senado seguem como as peças mais estratégicas da disputa estadual, e a tendência é que os próximos dias sejam marcados por novas definições, recuos e rearranjos nas alianças.