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A escassez de moradias nos EUA pode estar chegando ao fim

Redação Recifes
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A escassez de moradias nos EUA pode estar chegando ao fim

A narrativa da escassez crônica de moradias nos Estados Unidos pode estar perto de mudar. Um estudo liderado pelo economista-chefe da Mortgage Bankers Association, Mike Fratantoni, sustenta que o mercado imobiliário americano talvez caminhe para uma fase em que a oferta deixe de ser o grande gargalo e passe a superar a demanda em partes relevantes do país.

O principal motor dessa mudança não é apenas a construção de novas casas, mas a demografia. A geração dos baby boomers está envelhecendo, as gerações mais novas são menores em número e a formação de lares tende a desacelerar. Além disso, a queda nas taxas de natalidade e um ritmo mais fraco de imigração reduzem a pressão sobre a necessidade de novas moradias.

Pelas projeções do relatório, entre 2025 e 2035 a demanda por novas unidades habitacionais nos Estados Unidos ficaria em 11,34 milhões, enquanto a oferta poderia chegar a 12,6 milhões. No período seguinte, de 2035 a 2045, a necessidade anual cairia ainda mais, para 8,02 milhões de unidades, ao mesmo tempo em que quase 23 milhões de moradias poderiam ser adicionadas ao estoque em duas décadas.

Se esse cenário se confirmar, o efeito mais imediato para o comprador seria a perda de força da escalada dos preços e, em alguns mercados, até a chance de recuo. Para o setor financeiro, porém, a virada traz um alerta: menos crescimento de preços pode significar menor originação de crédito imobiliário, mais pressão sobre a equidade dos proprietários e risco de excesso de construção em praças específicas. A escassez, portanto, pode não acabar de forma homogênea, mas o mercado já começa a ensaiar uma mudança de ciclo.

Artigo originalmente publicado em seekingalpha.com
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