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A IA pode decidir quem será demitido? Caso da Meta gera debate

Redação Recifes
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A IA pode decidir quem será demitido? Caso da Meta gera debate
Foto: Ron Lach / Pexels

Uma ação judicial contra a Meta colocou o uso de inteligência artificial em decisões trabalhistas no centro do debate. Vinte e seis ex-funcionários afirmam que ferramentas de IA podem ter influenciado uma rodada de demissões da empresa.

Segundo o processo citado pela Reuters, trabalhadores com deficiência ou que haviam tirado licença médica teriam sido afetados de forma desproporcional. A Meta nega a acusação e diz que as decisões foram tomadas por gestores.

Processo envolve corte de cerca de 8 mil funcionários

Apresentada em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, a ação reúne ex-funcionários de seis estados americanos e do Distrito de Colúmbia. Os autores alegam que a empresa violou normas que protegem trabalhadores contra discriminação e retaliação.

O processo afirma que um software baseado em IA teria participado da avaliação dos profissionais durante os cortes anunciados pela companhia. Entre os critérios analisados estariam produtividade e uso de recursos de inteligência artificial.

A Meta havia anunciado, no início do ano, a redução de aproximadamente 10% da força de trabalho global, o equivalente a cerca de 8 mil pessoas. As demissões começaram em maio, com novas etapas previstas.

Uso de IA em decisões trabalhistas entra em debate

Além da disputa judicial, o caso levanta uma questão que empresas de diferentes setores começam a enfrentar: até onde sistemas automatizados podem participar de decisões que afetam funcionários?

De acordo com os ex-colaboradores, fatores considerados no processo incluíam:

  • indicadores de produtividade;
  • uso de ferramentas e recursos de inteligência artificial;
  • períodos de licença médica ou afastamentos por saúde;
  • impacto sobre trabalhadores protegidos por leis trabalhistas.

Os 26 autores registraram a ação de forma anônima e afirmam que a tecnologia teria contribuído para atingir profissionais em situações consideradas mais vulneráveis.

Meta afirma que decisões foram tomadas por pessoas

A companhia rejeitou as acusações apresentadas no processo. Segundo um porta-voz da Meta, nenhum sistema de inteligência artificial foi responsável por escolher os funcionários que seriam desligados.

“As decisões organizacionais e de gestão da força de trabalho foram e são tomadas por pessoas, não por IA”, disse o porta-voz da empresa.

O processo ainda está no início e deverá passar pela análise das evidências apresentadas pelos ex-funcionários e pela defesa da Meta. O caso se tornou mais um exemplo dos desafios que surgem com a expansão da inteligência artificial em ambientes corporativos.

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Artigo originalmente publicado em olhardigital.com.br
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