Um fundo de pensão de Detroit entrou com uma ação judicial contra a diretoria da Uber na segunda-feira (22), acusando o conselho da empresa de priorizar lucro em vez de segurança. Segundo a Reuters, o processo foi protocolado no Tribunal Federal de São Francisco, na Califórnia, e classifica a companhia como uma "ofensora serial de compliance". Elon Musk duvida de IA chinesa e CEO de startup rival peita o trilionário Meta vaza dados sensíveis de funcionários e suspende monitoramento para IA A ação é liderada pelo Police and Fire Retirement System da cidade de Detroit e enquadra membros do conselho por violação de dever fiduciário. Os autores alegam que a diretoria ignorou repetidos alertas internos e externos sobre falhas no tratamento de casos de abuso sexual praticados por motoristas. Conforme a queixa, menos de 40% dos usuários acreditam que a Uber leva a segurança a sério. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Mais de 3 mil processos por comportamento de motoristas Até 1º de junho, a Uber enfrentava 3.571 ações judiciais, supervisionadas pelo mesmo tribunal californiano, relacionadas a condutas impróprias de motoristas, segundo dados da Reuters. A ação movida pelos acionistas conecta esse volume processual diretamente à ausência de uma cultura de conformidade dentro da empresa. O CEO Dara Khosrowshahi, que está no cargo há quase nove anos, é um dos réus nomeados na queixa. O documento afirma que ele foi "menos ousado em forçar limites regulatórios" do que seu antecessor, mas continuou a economizar em compliance. Além das vítimas de agressão sexual e assédio, a queixa cita outros grupos afetados pelas falhas: clientes com deficiência e consumidores do serviço de assinatura Uber One. No ano passado, o governo federal dos EUA entrou com dois processos separados contra a companhia, um acusando a Uber de recusar sistematicamente o transporte de pessoas com deficiência, incluindo usuárias de cadeiras de rodas dobráveis e com animais de serviço, e outro apontando práticas enganosas de cobrança e cancelamento no Uber One. Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, em evento da empresa (Imagem: Divulgação/Uber) O que os acionistas pedem A ação é do tipo derivativa, ou seja, movida por acionistas em nome da própria corporação. Os autores pedem que os diretores ressarçam pessoalmente a empresa pelos danos alegados, devolvam parte das remunerações recebidas e implementem mecanismos mais robustos de supervisão e conformidade. Em nota enviada à Reuters, a Uber rejeitou as acusações. "Este processo ignora fatos importantes e se baseia em narrativas falsas e enganosas de outras ações sem mérito que já abordamos publicamente e nos tribunais", afirmou a companhia. O caso da Uber não é isolado no ambiente corporativo americano. Acionistas da Adobe, Apple e Intel também recorreram a ações desse tipo em 2026, segundo o TechCrunch. Enquanto isso, as ações da Uber acumulam queda superior a 25% desde o pico registrado em 22 de setembro do ano passado. Junto com a rival Lyft, a empresa também entrou com processo contra a cidade de Nova York para bloquear uma lei que, segundo as duas empresas, dificultaria o desligamento de motoristas que representam risco à segurança dos passageiros. Leia a matéria no Canaltech.
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