Agosto de 2026 vai premiar quem gosta de olhar para o céu com dois eventos de peso: um eclipse solar total no dia 12 e, na virada de 27 para 28, um eclipse lunar parcial. É um daqueles meses em que a agenda astronômica pede atenção redobrada, porque os fenômenos são diferentes, têm visibilidade distinta e exigem comportamentos opostos de observação.
O eclipse solar total de 12 de agosto terá uma faixa estreita de totalidade passando por Groenlândia, Islândia, Espanha e uma pequena área de Portugal, além de regiões do norte da Rússia e do Atlântico. Em boa parte da Europa, da África e da América do Norte, o que se verá será apenas uma cobertura parcial do Sol. Para quem estiver fora da faixa de totalidade, a regra continua a mesma: nada de encarar o disco solar diretamente sem proteção adequada.
O interesse extra desse eclipse está no seu alcance sobre a Europa ocidental. Na Espanha, por exemplo, a totalidade acontece perto do pôr do sol, o que transforma o fenômeno em um raro “eclipse ao entardecer” e aumenta o apelo para viajantes, astrônomos amadores e fotógrafos. Já quem estiver dentro da faixa certa terá poucos minutos de totalidade, um intervalo curto, mas suficiente para observar a coroa solar e a mudança brusca de luminosidade.
Quinze dias depois, a Lua toma o protagonismo. O eclipse lunar parcial de 27 para 28 de agosto será mais bem observado nas Américas, mas também poderá ser visto em partes da Europa, da África e da Ásia Ocidental. Em um eclipse lunar, não há risco para os olhos: basta céu limpo, horizonte favorável e pouca poluição luminosa. Neste caso, a Lua pode chegar a ter até 96% de seu disco mergulhado na sombra da Terra, o que deve produzir um espetáculo quase total para muita gente.
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