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AI House Brasil, da Newhack, terá programa de residência

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AI House Brasil, da Newhack, terá programa de residência
AI House Brasil, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, em SP | Foto: Divulgação
Muita gente já conhece o Serena, cafeteria que fica num casarão localizado na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, próximo à Link School Of Business e ao Hotel Unique. O espaço, que desde abril do ano passado começou a receber eventos de empreendedorismo e virou ponto de encontro de founders e investidores, agora vai ganhar um programa de residência.



O projeto se chama AI House Brasil e é uma iniciativa da Newhack, ecossistema para apoio a empreendedores em estágio inicial fundado há cerca de dois anos, em parceria com o fundo de venture capital Entrypoint. A casa vai selecionar 15 empresas por trimestre para um programa de incubação com duração de três a seis meses.



A ideia, segundo Rodrigo Terron, sócio da casa e co-fundador da Newhack, ao lado de Paulo Braga, é que os empreendedores “produzam um ano em três meses” na residência, que vai contar com parceiros, como empresas de IA. As startups selecionadas terão acesso a mentorias, conexões com o ecossistema e créditos de serviços de tecnologia.



Ao final do programa, o objetivo é que as empresas com melhor desempenho sejam encaminhadas para hubs como o Cubo ou recebam aporte do Entrypoint. Também estão nos planos intercâmbios com AI houses de outros países, como China e Estados Unidos.



“O nosso maior objetivo e sonho é conseguir posicionar o Brasil internacionalmente com soluções reais. Não apenas como coadjuvante na produção de tecnologia, mas como protagonista ao lado de grandes players mundiais”, afirma Terron.



O edital oficial, com critérios de seleção e datas, será lançado em julho. Em agosto, as aplicações serão analisadas, e a primeira turma de residentes entra em setembro — propositalmente na semana da São Paulo Tech Week, para que as startups já estreiem imersa na agenda de eventos do ecossistema.



“Mais do que investir nas startups, a gente quer fornecer o ecossistema. Vamos manter a vibe do café, os eventos, e lançar a residência”, explica o sócio da AI House Brasil.




A casa recebe eventos semanais com conteúdo e networking para empreendedores | Foto: Divulgação




Do happy hour à residência



A história da AI House Brasil começa com a constatação de Terron de que não havia um ponto de encontro para empreendedores em São Paulo que unisse a informalidade de um bar ou café, com o DNA de inovação de um hub como o Cubo. A inspiração veio de uma visita ao MIT, onde conheceu o Venture Café, que começou em Boston, e reúne empreendedores toda quinta-feira para eventos de networking.



De volta ao Brasil, ele criou a Quarta no Serena, um happy hour semanal que acontece há 41 semanas consecutivas e reúne entre 80 e 90 pessoas por edição, entre empreendedores, desenvolvedores, investidores e executivos de grandes empresas de tecnologia.



A proposta, segundo Terron, é deliberadamente oposta à lógica da exclusividade que guia muitos eventos do ecossistema de inovação e empreendedorismo. “Nossa tese não é a da exclusividade, a gente tenta criar algo muito acessível. Recebemos muitas pessoas de fora de São Paulo, de backgrounds muito diferentes. Já existem muitos lugares exclusivos em São Paulo. Nossa proposta é dar acesso”, diz.



Para o futuro, além do programa de residência e dos eventos, Terron planeja fazer parcerias para oferecer também opções de hospedagem aos empreendedores incubados na casa. “A gente está conversando com alguns players que têm estúdios para ter um pool de diárias. A gente ainda não subsidiaria essa moradia, mas quer chegar num ponto onde consiga fazer isso”, antecipa Terron.








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Artigo originalmente publicado em startups.com.br
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