Em reunião com representantes das centrais sindicais, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou apoio a uma mudança mais rápida na jornada de trabalho. Segundo participantes do encontro, ele defendeu a retirada do período de transição previsto na PEC que trata do fim da escala 6x1.
A proposta em discussão no Congresso prevê garantir ao trabalhador pelo menos duas folgas semanais e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio e agora depende de avanço no Senado para seguir sua tramitação.
A posição de Alcolumbre reforça a leitura de que há espaço político para acelerar a resposta do Legislativo à pressão das centrais e de setores favoráveis à redução da jornada. Para os sindicatos, eliminar a transição pode encurtar o caminho entre a aprovação da regra e o impacto concreto para os trabalhadores.
O debate, porém, segue sensível porque mexe diretamente com a rotina das empresas, com custos de contratação e com a organização das escalas de trabalho. No centro da disputa está a tentativa de conciliar proteção ao trabalhador, previsibilidade para o setor produtivo e viabilidade política de uma mudança que ganhou força no Congresso.