Alex Szapiro deixa o comando da SoftBank na América Latina
Alex Szapiro, Head of Brazil and Managing Partner da SoftBank
Depois de cinco anos à frente das operações da SoftBank na América Latina, Alex Szapiro está deixando a companhia. Até o fim de setembro, ele fará a transição do comando do Brasil para Rodrigo Costa, e do restante da região para Juan Franck – que estão no fundo desde 2019 e 2022, respectivamente.
“Foi a decisão mais tranquila que eu já tomei na vida”, disse Alex em conversa com o Startups, exaltando a qualificação do time e o momento do portfólio. De acordo com ele, quase 100% das 70 empresas ativas caminham com as próprias pernas. Um quadro bem diferente de quando por ali ele desembarcou, em 2021. Além disso, de 10 a 15 empresas estão prontas para um possível IPO – sendo que duas ou três já estão indo a mercado para testar as águas no formato conhecido como non-deal road show.
Segundo Alex, a saída vinha sendo discutida desde janeiro, e a decisão final foi tomada há cerca de um mês. A ideia é fazer coisas novas aproveitando o atual momento de transformação do mercado. “Vou fazer 56 anos esse ano e devo trabalhar com essa energia até uns 70 e poucos. E não tem momento melhor do que agora para olhar oportunidades”, conta.
Apesar de já ter algumas conversas em andamento, o executivo disse que ainda não definiu seus próximos passos. A ideia é ter uma definição mais para o fim do ano, depois de encerrada a transição na SoftBank. A única posição certa até agora é de conselheiro na varejista chilena Falabella. Antes da SoftBank, Alex foi o responsável pela chegada da Amazon no Brasil e liderou as operações da Apple e da Palm no país.
Nada muda na SoftBank
O anúncio da saída de Alex acontece quase um mês depois de outra alta liderança da companhia ter comunicado uma movimentação. Eduardo Vieira, que lidera a comunicação da SoftBank na América Latina desde 2021, vai dividir seu tempo com a função de vice-presidente de operações para clientes privados na agência FSB.
Quando Alex chegou na SoftBank, o fundo já tinha perdido nomes importantes como seu idealizador, Marcelo Claure, Paulo Passone e André Maciel. Essas mudanças, segundo Alex, não mudam em nada a tese nem o interesse da SoftBank. Isso porque, de acordo com ele, muitos desses nomes acabam sendo referências externas. Para o mercado. Internamente, no dia a dia, os fundadores têm outras conexões. “A relação com os fundadores mostra esse comprometimento. Não somos um fundo turista. Temos comprometimento de longo prazo”, reforçou Alex.
De acordo com ele, a estrutura que atende a América Latina dentro da SoftBank globalmente chega a 40 pessoas. Só no Brasil a equipe tem 13 profissionais dedicados e um escritório na região de Pinheiros, em São Paulo. “Qual é a quantidade de fundos que têm operação local e atuam dando suporte mão na massa às empresas do portfólio”, defendeu Alex. Ele ilustrou essa dedicação contando um episódio em que participou de uma reunião para definir o roadmap de produtos para os próximos 24 meses de uma investida.
Estratégia de investimento e o futuro da IA
Desde que desembarcou com pompa e circunstância na América Latina em 2019 com o seu Latam Fund, a SoftBank fez 100 investimentos e colocou quase US$ 8 bilhões na região. O montante foi importante para trazer visibilidade global para o que estava sendo feito por aqui, mas também causou distorções no mercado, que não estava acostumado a volumes tão expressivos de recursos.
Com a guinada da estratégia para a IA, nenhum novo investimento foi feito nos últimos dois anos. Com cheques de US$ 30 milhões a US$ 50 milhões, a SoftBank teve dificuldade de encontrar alvos no estágio de desenvolvimento ideal para receber um aporte. “Não faz sentido nesse momento colocar dinheiro. As empresas têm que esperar um pouco para atingir o nível de ARR que deixe confortável para investir”, afirmou Alex. As oportunidades, segundo ele, estão na camada de aplicações e, eventualmente, ajudar empresas que já estão operando a aplicar a inteligência artificial para escalarem suas operações.
Apesar de não ter feito nenhum investimento novo em dois anos, ele garantiu que a equipe do fundo se manteve bastante ativa nos últimos tempos. Afinal, foram 12 operações feitas com as empresas do portfólio entre follow ons, vendas de participações secundárias e M&As. E tem mais coisas vindo por aí. “A equipe está bem ocupada. Esse é um grande foco do time”, completou.
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Depois de cinco anos à frente das operações da SoftBank na América Latina, Alex Szapiro está deixando a companhia. Até o fim de setembro, ele fará a transição do comando do Brasil para Rodrigo Costa, e do restante da região para Juan Franck – que estão no fundo desde 2019 e 2022, respectivamente.
“Foi a decisão mais tranquila que eu já tomei na vida”, disse Alex em conversa com o Startups, exaltando a qualificação do time e o momento do portfólio. De acordo com ele, quase 100% das 70 empresas ativas caminham com as próprias pernas. Um quadro bem diferente de quando por ali ele desembarcou, em 2021. Além disso, de 10 a 15 empresas estão prontas para um possível IPO – sendo que duas ou três já estão indo a mercado para testar as águas no formato conhecido como non-deal road show.
Segundo Alex, a saída vinha sendo discutida desde janeiro, e a decisão final foi tomada há cerca de um mês. A ideia é fazer coisas novas aproveitando o atual momento de transformação do mercado. “Vou fazer 56 anos esse ano e devo trabalhar com essa energia até uns 70 e poucos. E não tem momento melhor do que agora para olhar oportunidades”, conta.
Apesar de já ter algumas conversas em andamento, o executivo disse que ainda não definiu seus próximos passos. A ideia é ter uma definição mais para o fim do ano, depois de encerrada a transição na SoftBank. A única posição certa até agora é de conselheiro na varejista chilena Falabella. Antes da SoftBank, Alex foi o responsável pela chegada da Amazon no Brasil e liderou as operações da Apple e da Palm no país.
Nada muda na SoftBank
O anúncio da saída de Alex acontece quase um mês depois de outra alta liderança da companhia ter comunicado uma movimentação. Eduardo Vieira, que lidera a comunicação da SoftBank na América Latina desde 2021, vai dividir seu tempo com a função de vice-presidente de operações para clientes privados na agência FSB.
Quando Alex chegou na SoftBank, o fundo já tinha perdido nomes importantes como seu idealizador, Marcelo Claure, Paulo Passone e André Maciel. Essas mudanças, segundo Alex, não mudam em nada a tese nem o interesse da SoftBank. Isso porque, de acordo com ele, muitos desses nomes acabam sendo referências externas. Para o mercado. Internamente, no dia a dia, os fundadores têm outras conexões. “A relação com os fundadores mostra esse comprometimento. Não somos um fundo turista. Temos comprometimento de longo prazo”, reforçou Alex.
De acordo com ele, a estrutura que atende a América Latina dentro da SoftBank globalmente chega a 40 pessoas. Só no Brasil a equipe tem 13 profissionais dedicados e um escritório na região de Pinheiros, em São Paulo. “Qual é a quantidade de fundos que têm operação local e atuam dando suporte mão na massa às empresas do portfólio”, defendeu Alex. Ele ilustrou essa dedicação contando um episódio em que participou de uma reunião para definir o roadmap de produtos para os próximos 24 meses de uma investida.
Estratégia de investimento e o futuro da IA
Desde que desembarcou com pompa e circunstância na América Latina em 2019 com o seu Latam Fund, a SoftBank fez 100 investimentos e colocou quase US$ 8 bilhões na região. O montante foi importante para trazer visibilidade global para o que estava sendo feito por aqui, mas também causou distorções no mercado, que não estava acostumado a volumes tão expressivos de recursos.
Com a guinada da estratégia para a IA, nenhum novo investimento foi feito nos últimos dois anos. Com cheques de US$ 30 milhões a US$ 50 milhões, a SoftBank teve dificuldade de encontrar alvos no estágio de desenvolvimento ideal para receber um aporte. “Não faz sentido nesse momento colocar dinheiro. As empresas têm que esperar um pouco para atingir o nível de ARR que deixe confortável para investir”, afirmou Alex. As oportunidades, segundo ele, estão na camada de aplicações e, eventualmente, ajudar empresas que já estão operando a aplicar a inteligência artificial para escalarem suas operações.
Apesar de não ter feito nenhum investimento novo em dois anos, ele garantiu que a equipe do fundo se manteve bastante ativa nos últimos tempos. Afinal, foram 12 operações feitas com as empresas do portfólio entre follow ons, vendas de participações secundárias e M&As. E tem mais coisas vindo por aí. “A equipe está bem ocupada. Esse é um grande foco do time”, completou.
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Artigo originalmente publicado em
startups.com.br