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Alface de rede de fast-food é investigada como origem de diarreia explosiva nos EUA

Redação Recifes
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Alface de rede de fast-food é investigada como origem de diarreia explosiva nos EUA
Foto: Lucas Andrade / Pexels

Na última terça-feira (14), noticiamos no Olhar Digital que uma onda de “diarreia explosiva” havia atingido milhares de pessoas nos EUA.

Após investigações conduzidas pelas autoridades de saúde, foi identificado que uma das possíveis fontes que serviram o alimento contaminado pode ser a rede de fast-food Taco Bell. As suspeitas apontam para um lote de alface contendo o parasita Cyclospora cayetanensis, responsável por infectar pessoas de cinco estados diferentes desde o mês de maio.

Ao todo, 1.644 casos confirmados foram registrados em Indiana, Kentucky, Ohio, West Virginia e Michigan, estado que concentra o maior número de ocorrências. A investigação também contabiliza outros casos suspeitos de cicloporíase que ainda não foram relacionados diretamente ao episódio envolvendo a rede de restaurantes.

A apuração indicou que os pacientes infectados haviam consumido produtos do Taco Bell antes do surgimento dos sintomas. A análise das autoridades apontou a alface triturada como um possível elo comum entre os casos, levando à investigação da origem do ingrediente.

Investigação aponta fornecedor de alface como possível origem da contaminação

A investigação conduzida por órgãos de saúde levou a Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) a rastrear a origem da alface utilizada pelas unidades do Taco Bell onde pessoas contaminadas relataram ter feito refeições.

Segundo a agência, foi identificado um único fornecedor de alface proveniente do México que abastecia os restaurantes relacionados aos casos investigados. Notícias publicadas sobre o caso apontaram a empresa americana Taylor Farms como fornecedora do produto.

A FDA informou que passou a trabalhar diretamente com o fornecedor para verificar se ainda havia no mercado algum lote potencialmente contaminado. O órgão também iniciou a coleta de amostras para testes e análises junto com autoridades estaduais.

A FDA está trabalhando diretamente com o fornecedor identificado para determinar se a alface iceberg desfiada potencialmente contaminada permanece no mercado”, informou a agência em comunicado oficial sobre a investigação.

A rede Taco Bell afirmou que interrompeu o uso da alface relacionada à investigação. A empresa também destacou, por meio de comunicado reproduzido pela FDA, que nem todos os restaurantes dos estados envolvidos receberam o produto suspeito.

A apuração permanece aberta e novas fontes de contaminação ou estabelecimentos afetados ainda podem ser identificados pelas autoridades. Enquanto isso, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) orienta consumidores a não comerem alface iceberg desfiada servida pelo Taco Bell nos cinco estados envolvidos.

Os sintomas provocados pela infecção por Cyclospora costumam aparecer entre dois e 14 dias após a ingestão do parasita. Entre os sinais mais comuns estão diarreia aquosa, cansaço, cólicas, inchaço abdominal, gases e perda de apetite.

Sem tratamento, os sintomas podem permanecer por dias ou até mais de um mês. O tratamento indicado envolve um antibiótico capaz de impedir a multiplicação do parasita no organismo.

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Artigo originalmente publicado em olhardigital.com.br
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