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Ameba rara e letal preocupa autoridades de saúde em vários países

Redação Recifes
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Ameba rara e letal preocupa autoridades de saúde em vários países

Conhecida popularmente como ameba “comedora de cérebros”, a Naegleria fowleri voltou ao noticiário por aparecer em diferentes regiões do mundo e reacender o alerta de especialistas. Trata-se de um organismo que vive em água doce aquecida, como lagos, rios, fontes termais e sistemas de abastecimento mal tratados, e que pode entrar pelo nariz durante atividades aquáticas.

Ao alcançar o organismo, a ameba pode atravessar a mucosa nasal e seguir até o cérebro, onde provoca uma infecção grave chamada meningoencefalite amebiana primária. O quadro evolui rapidamente, com sintomas como dor de cabeça intensa, febre, náusea, rigidez no pescoço, confusão mental e convulsões. Apesar de ser extremamente rara, a doença é agressiva e tem alta letalidade.

O risco não está em beber água contaminada, mas na entrada do microrganismo pelas vias nasais. Por isso, especialistas reforçam medidas simples de prevenção: evitar mergulhar ou saltar em água doce morna sem proteção, não usar água não esterilizada para lavagem nasal e redobrar a atenção em locais com saneamento precário ou água parada e aquecida.

Casos como esses chamam atenção para um ponto importante da saúde pública: doenças raras também exigem vigilância, informação e resposta rápida. Em infecções do sistema nervoso, cada hora conta, e reconhecer os sinais precoces pode fazer diferença na busca por atendimento urgente.

Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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