A Anistia Internacional acusou as Forças de Apoio Rápido (RSF), grupo paramilitar envolvido na guerra do Sudão, de cometer crimes contra a humanidade e atos de limpeza étnica durante a ofensiva para conquistar El Fasher, capital de Darfur do Norte.
Segundo a organização, os abusos atribuídos ao grupo incluem assassinatos, tortura, estupro, escravidão e escravidão sexual. O relatório sustenta que essas violações fizeram parte de um ataque amplo e planejado contra civis, com impacto especialmente duro sobre comunidades alvo da violência.
El Fasher se tornou um dos principais epicentros do conflito sudanês, que já deslocou milhões de pessoas e aprofundou a crise humanitária no país. A denúncia reforça o temor de que a disputa militar esteja sendo acompanhada por perseguição sistemática e pela destruição deliberada do tecido social local.
As acusações aumentam a pressão internacional sobre as RSF e sobre os atores externos que tentam mediar a guerra. Para observadores humanitários, o caso de El Fasher evidencia como o conflito no Sudão vem ultrapassando a lógica militar e assumindo contornos de atrocidades em larga escala contra a população civil.