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Anaplasmose: a doença transmitida por carrapatos que você precisa conhecer

Redação Recifes
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Anaplasmose: a doença transmitida por carrapatos que você precisa conhecer

Quem pratica atividades ao ar livre — trilhas, camping, corrida em mata fechada — já deve ter ouvido falar da doença de Lyme. Mas existe outra ameaça transmitida por carrapatos que vem ganhando atenção dos especialistas em saúde: a anaplasmose. No Canadá, ela já ocupa o segundo lugar entre as infecções desse tipo mais diagnosticadas, e um artigo recente no Canadian Medical Association Journal acendeu o sinal de alerta ao detalhar seus riscos, incluindo complicações cardíacas como miocardite.

A anaplasmose é causada pela bactéria Anaplasma phagocytophilum, transmitida principalmente pelo carrapato-preto (Ixodes scapularis), o mesmo vetor responsável pela doença de Lyme. Os sintomas iniciais costumam ser parecidos com os de uma gripe forte: febre alta, dores musculares, fadiga intensa e dor de cabeça. Justamente por isso, o diagnóstico pode ser confundido com outras condições, atrasando o tratamento adequado — o que eleva o risco de complicações sérias.

Para quem pratica esportes e cuida da saúde, a miocardite é um ponto de atenção especial. Essa inflamação no músculo cardíaco pode prejudicar o desempenho físico, causar arritmias e, em casos mais graves, levar a insuficiência cardíaca. Atletas que sentem queda brusca de rendimento, palpitações ou cansaço desproporcional ao esforço após frequentar ambientes naturais devem procurar avaliação médica e mencionar a possibilidade de exposição a carrapatos.

A prevenção segue as mesmas diretrizes já recomendadas para evitar a doença de Lyme: use roupas claras e cobrindo braços e pernas em trilhas, aplique repelente com DEET ou picaridina nas áreas expostas, e ao chegar em casa faça uma vistoria cuidadosa em toda a pele — especialmente no couro cabeludo, axilas, virilha e atrás dos joelhos. Se encontrar um carrapato fixado, retire-o com pinça, sem torcer, e monitore o surgimento de sintomas nas semanas seguintes.

O recado dos especialistas é claro: não é preciso abrir mão da vida ativa ao ar livre, mas sim adotar hábitos de proteção cada vez mais presentes na rotina de quem treina em contato com a natureza. Conhecer as doenças emergentes transmitidas por carrapatos é parte do autocuidado de qualquer atleta consciente.

Artigo originalmente publicado em medicalxpress.com
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