Sem Lucas Paquetá, que saiu da última partida com lesão, Carlo Ancelotti precisou redesenhar o meio-campo do Brasil para o duelo com a Noruega. A escolha por Gabriel Martinelli na vaga do camisa 8 aponta para uma equipe mais móvel e agressiva na frente.
A mudança altera não apenas a peça substituída, mas também a lógica da seleção em campo. Com Martinelli, o time ganha profundidade pelos lados e mais capacidade de acelerar transições, deixando o desenho mais voltado à pressão ofensiva do que ao controle mais cadenciado do jogo.
Paquetá vinha sendo uma das opções mais importantes para a conexão entre meio e ataque, especialmente na construção das jogadas pelo centro. Sem ele, Ancelotti opta por uma solução que privilegia intensidade e amplitude, tentando compensar a ausência com mais presença no último terço.
Diante da Noruega, a decisão também pode servir como teste para a versatilidade da equipe. A leitura da comissão técnica é clara: quando uma peça técnica sai de cena, o Brasil pode responder com velocidade, movimentação e maior agressividade sem perder equilíbrio.