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Anvisa aprova primeiro medicamento não hormonal para menopausa

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Anvisa aprova primeiro medicamento não hormonal para menopausa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira uma terapia não hormonal para o tratamento de ondas de calor e suores noturnos associados à menopausa. Comercializado com o nome Veoza, o fármaco desenvolvido pela Astellas Farma representa uma opção de terapia para mulheres que não podem utilizar a reposição hormonal, considerado o tratamento padrão-ouro para esse tipo de sintoma. O novo tratamento é administrado em forma de comprimido diário.“A aprovação de fezolinetanto pela Anvisa representa um avanço crucial na saúde da mulher, respondendo a uma necessidade significativa e, muitas vezes, subestimada, enfrentada por milhares de mulheres na menopausa. Historicamente, as opções não hormonais para o manejo dos sintomas vasomotores (calorões) eram limitadas a algumas classes, e este novo tratamento não hormonal oferece uma nova possibilidade”, explica o ginecologista Nilson Roberto de Melo, presidente da associação Brasileira de Climatério (SOBRAC). “O novo medicamento trará benefícios substanciais para as pacientes, não apenas aliviando os calorões e os suores noturnos que afetam profundamente a qualidade de vida, mas também contribuindo para um bem-estar psicológico mais equilibrado. É imperativo que a saúde feminina nesta fase da vida seja vista com a seriedade e o cuidado que merece, e essa nova terapia é passo importante para garantir que as mulheres possam viver a menopausa com mais conforto e dignidade.”Leia tambémEduardo Bolsonaro intensifica articulação nos EUA durante impasse sobre tarifasEx-deputado participou de jantar em Washington com parlamentares republicanos e relatou conversas sobre política brasileira, STF e governo LulaAs ondas de calor e suores noturnos são sintomas vasomotores que afetam até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. O medicamento funciona ajudando a restaurar o equilíbrio no centro de controle de temperatura do cérebro (o hipotálamo) para reduzir o número e a intensidade de ondas de calor e suores noturnos.Antes da menopausa, há um equilíbrio entre os estrogênios (hormônios produzidos pelos ovários da mulher) e a neurocinina B (NKB), uma substância química do cérebro. Essa estabilidade regula o centro de controle de temperatura do corpo localizado em uma área específica do cérebro. À medida que o corpo passa pela menopausa, os estrogênios diminuem e esse equilíbrio é interrompido. Essa desarmonia pode levar às ondas de calor e aos suores noturnos.No Brasil, 36,2% das mulheres na menopausa (40-65 anos) sofrem com esses sintomas em intensidade moderada a intensa, uma taxa que supera significativamente a média de 15,6% observada globalmente. Mais alarmante ainda, entre as brasileiras que apresentam esses sintomas, quase 70% classificam as ondas de calor e os suores noturnos como intensos, indicando um impacto severo na qualidade de vida, produtividade e sono.Além da perda de qualidade de vida, quando não tratados, as ondas de calor e suores noturnos podem aumentar o risco cardiovascular e de doenças neurodegenerativas, como a demência.Leia tambémMinistério Público cobra contratos de Neymar e Virgínia com a casa de apostas BlazeEmpresa pode ser alvo de pedido de danos morais coletivos estimado em R$ 120 milhões“Fezolinetanto redefine a forma como os sintomas da menopausa são compreendidos e tratados. Tradicionalmente associados apenas à queda dos níveis de estrogênio, esses sintomas passam agora a ser abordados por meio de um mecanismo de ação inovador, diretamente ancorado na biologia das ondas de calor. Essa abordagem amplia as possibilidades terapêuticas e inaugura um novo capítulo no cuidado com a saúde da mulher, ao oferecer uma opção não hormonal, que expande as alternativas de tratamento para quem necessita”, diz a médica ginecologista Thaís Ushikusa, diretora médica da Astellas Farma Brasil. “A aprovação do fezolinetanto é muito esperada pelas mulheres quanto por médicos que tratam as ondas de calor e suores noturnos moderados a intensos durante a menopausa”.A aprovação do fezolinetanto é baseada nos resultados de três ensaios clínicos de Fase 3 que incluíram mais de 3 mil pessoa na Europa, EUA e Canadá. Os dados demonstraram eficácia e segurança de curto e longo prazo, melhora na frequência e na intensidade dos sintomas vasomotores, além de ganhos na qualidade de vida e do sono das mulheres na menopausa, com efeitos perceptíveis já no primeiro dia de tratamento.The post Anvisa aprova primeiro medicamento não hormonal para menopausa appeared first on InfoMoney.
Artigo originalmente publicado em www.infomoney.com.br
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