A Anvisa aprovou uma nova indicação para o Enhertu, nome comercial do trastuzumabe deruxtecana, ampliando o alcance de um tratamento que já era usado no Brasil em outros cenários do câncer de mama. Com a mudança, a terapia passa a poder ser empregada mais cedo na jornada de cuidado.
A autorização vale para adultos com câncer de mama HER2-positivo em fase inicial que, mesmo após quimioterapia, terapia-alvo e cirurgia, continuam com sinais da doença. Na prática, isso inclui pacientes com doença residual, um grupo que exige atenção porque ainda pode apresentar risco relevante de recaída.
O HER2-positivo é um subtipo do câncer de mama marcado pela superexpressão da proteína HER2, associada a crescimento tumoral mais agressivo. Por isso, estratégias que combinem tratamento local e terapias sistêmicas são parte central da condução clínica desses casos.
Ao antecipar o uso do medicamento, a decisão regulatória amplia as opções terapêuticas disponíveis e pode ajudar médicos a ajustar o tratamento de acordo com o risco individual de cada paciente. A medida reforça o movimento da oncologia em direção a intervenções mais precisas e personalizadas.