O setor de serviços dos Estados Unidos continuou em expansão em junho, mas com uma perda de ritmo que reforça a leitura de desaceleração moderada da atividade. O índice divulgado pelo ISM caiu para 54,0, ante 54,5 em maio, em linha com a expectativa de que o número ficasse perto de 54,3.
Na prática, a leitura segue confortável acima de 50, patamar que separa expansão de contração. Isso significa que a economia de serviços ainda avança, só que em velocidade um pouco menor do que a observada no mês anterior, o que costuma ser interpretado como um sinal de resfriamento controlado, e não de fraqueza aguda.
Entre os componentes do relatório, o destaque ficou para os novos pedidos, que continuaram crescendo, mas em um compasso mais lento. O emprego também mostrou melhora e voltou ao terreno de expansão depois de quatro meses, um dado relevante para quem acompanha a saúde do mercado de trabalho e o fôlego do consumo.
Outro ponto importante foi o recuo do índice de preços, que caiu para 67,7 e sugeriu alívio em algumas pressões de custo, embora tarifas e energia ainda apareçam como fatores citados pelas empresas. Em resumo, o retrato de junho é o de uma economia de serviços ainda robusta, porém menos acelerada e mais sensível ao ambiente de custos.