Uma investigação conduzida pela Polícia Federal Australiana (AFP) ganhou novos contornos graves com a divulgação de uma lista de 55 locais onde o suspeito Hamish Tait, de 35 anos, teria atuado ao longo de mais de uma década. O caso, que já acumula 329 acusações formais de abuso sexual infantil, agora alcança uma escola situada em uma comunidade indígena remota no estado de South Australia, ampliando significativamente o escopo das diligências.
Segundo as autoridades, os crimes teriam ocorrido entre 2009 e 2025, período durante o qual Tait trabalhou em pelo menos 62 centros diferentes — incluindo instituições de ensino, creches e organizações de atendimento à infância espalhadas por diferentes regiões do país. A divulgação da lista de locais tem como objetivo identificar possíveis vítimas que ainda não tenham se manifestado às autoridades.
A inclusão de uma escola em território indígena de difícil acesso levanta preocupações adicionais sobre a capacidade de monitoramento e proteção de crianças em comunidades vulneráveis e geograficamente isoladas. Especialistas em proteção infantil alertam que, nessas localidades, o acesso a serviços de denúncia e apoio psicossocial costuma ser limitado, o que pode resultar em subnotificação sistemática de casos de violência.
As autoridades pedem que qualquer pessoa que reconheça algum dos locais listados, ou que tenha tido contato com o suspeito durante o período investigado, entre em contato com a polícia. O caso, considerado um dos mais graves em volume de acusações registrados na Austrália nas últimas décadas, segue em andamento, com Tait aguardando julgamento.