O Festival de Avignon abre neste sábado, 4 de julho, a sua 80ª edição com a proposta de olhar para o presente sem respostas prontas. Referência internacional do teatro e das artes cênicas, a cidade francesa volta a se tornar ponto de encontro de artistas, público e debates em torno do que o mundo está vivendo agora.
No núcleo oficial do evento, o chamado IN, a imagem escolhida para a edição é um grande ponto de interrogação. A opção resume a direção artística defendida por Tiago Rodrigues: fazer do festival uma celebração das dúvidas, das tensões e das perguntas que atravessam a sociedade contemporânea.
A ideia é que os palcos não sirvam apenas para exibir obras, mas também para provocar reflexão sobre crises políticas, sociais e culturais. Em vez de oferecer soluções fáceis, Avignon quer funcionar como espaço de escuta e de confronto de visões, reforçando o papel da arte como ferramenta de leitura do tempo presente.
Em paralelo ao programa oficial, o OFF também movimenta a cidade com uma programação própria e extensa, ampliando o alcance do festival para além da curadoria central. Juntos, os dois circuitos consolidam Avignon como uma das maiores vitrines do teatro europeu e um termômetro do debate artístico internacional.