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Bancões perdem mercado para bancos digitais em principalidade

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Bancões perdem mercado para bancos digitais em principalidade
Sede do Nubank | Foto: divulgação
Em meio ao surgimento de tantos bancos digitais e fintechs, a disputa no segmento financeiro é para ser a plataforma que concentra a maior parte dos serviços utilizados pelos clientes. Mais do que abrir contas, as instituições buscam conquistar a chamada principalidade, ou seja, tornar-se o banco principal dos brasileiros para movimentações financeiras, crédito, investimentos e pagamentos.



E os bancos digitais seguem ganhando terreno nesse quesito. Um levantamento da consultoria Okiar mostra que a preferência por esse modelo já supera ou empata com a dos bancos tradicionais nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. No Norte, os digitais concentram 53% da principalidade, contra 47% das instituições tradicionais. No Nordeste e no Centro-Oeste, a disputa está empatada, com 50% para cada lado.



O estudo aponta que a principalidade dos bancos digitais avança em todas as regiões do país, embora Sul e Sudeste ainda mantenham predominância dos bancos tradicionais. Nessas regiões, porém, a distância entre os dois modelos vem diminuindo rapidamente.



Na chamada primeira onda, o Sudeste tinha 63% de principalidade nos bancos tradicionais. Na segunda onda, esse percentual caiu para 55%. No Sul, o mesmo movimento foi observado, passando de 62% para 52%.



Nubank amplia vantagem



No ranking geral, o Nubank reforçou sua liderança como principal instituição financeira dos brasileiros. A fintech passou de 21,7% da principalidade em 2025 para 24,4% em 2026.



O levantamento identificou ainda que o Nubank lidera a principalidade em todas as classes sociais, da A à DE, evidenciando como os bancos digitais passaram a disputar espaço em segmentos historicamente dominados pelas grandes instituições financeiras.



Além de liderar em principalidade, o Nubank também aparece no topo da lembrança espontânea dos brasileiros. Segundo o estudo da Okiar, o banco digital é a marca mais citada quando os consumidores são questionados sobre instituições financeiras, superando bancos tradicionais como BB, Caixa e Bradesco. O resultado reforça a relação entre awareness e uso efetivo dos serviços: as instituições que conseguem ocupar espaço na memória dos consumidores tendem também a concentrar uma parcela maior de sua vida financeira.



O segundo lugar em principalidade ficou com o Itaú, que registrou 12,7%, seguido pela Caixa Econômica Federal, com 11%. Mercado Pago (10%) e Banco do Brasil (7,8%) completam as cinco primeiras posições.



Enquanto isso, o Bradesco foi a instituição que apresentou a maior retração no período analisado. O banco caiu de 12% para 7,4% de principalidade entre as duas ondas do estudo.



Para Rafael Delgado, diretor da Okiar, as mudanças observadas entre as duas ondas sugerem que a posição de banco principal está cada vez menos associada à permanência histórica das instituições e mais sujeita à dinâmica competitiva do mercado. “A principalidade continua existindo, mas os fatores que definem o banco principal mudaram”, aponta ele, por meio de nota.



A pesquisa também mostra uma mudança estrutural na relação dos brasileiros com o sistema financeiro. Entre 2025 e 2026, a participação dos bancos digitais na principalidade saltou de 40% para 46%, enquanto a dos tradicionais recuou de 58% para 52%.



O avanço dos bancos digitais é ainda mais evidente entre empreendedores e profissionais autônomos. De acordo com o estudo, 56% dos empreendedores, donos de negócios e profissionais liberais apontam uma instituição digital como banco principal. Já entre trabalhadores formais, os bancos tradicionais seguem na frente, com 60% da preferência.




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Artigo originalmente publicado em startups.com.br
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