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Bem-vindos à era do financeiro autônomo 

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Bem-vindos à era do financeiro autônomo 
Conta Simples | Foto: Divulgação *Rodrigo Tognini, CEO e cofundador da Conta Simples Recentemente, eliminei 45 horas por mês da minha rotina investindo apenas três horas de trabalho. Comecei por um problema crônico de todo CEO, que é a gestão da caixa de e-mail. Construí um agente autônomo usando o Claude e o Google Script para fazer a triagem automática das mensagens, sugerir respostas e integrar os compromissos à minha agenda. O resultado foi um saldo positivo de 42 horas livres logo no primeiro mês. Acredito que a liderança pelo exemplo é a melhor forma de criar movimento. Na Conta Simples, traçamos a meta de implementar 100 agentes de IA na nossa operação neste semestre e isso já está acontecendo. Hoje, 80% do nosso código já nasce com inteligência artificial. Esse ganho de produtividade interna, no entanto, me fez refletir sobre um abismo que existe da porta para fora. Quando olhamos para o mercado percebemos uma grande contradição. Você confia na inteligência artificial para triar currículos, escrever linhas de código complexas e projetar cenários de negócio, mas quando chega a hora de movimentar o dinheiro da empresa a hesitação é imediata. De acordo com a segunda edição do Panorama da Gestão de Despesas Corporativas, 49% das empresas brasileiras já usam IA em alguma área, mas só 13% conseguem aplicá-la para tomadas de decisão no financeiro. O motivo para isso é simples. O banco tradicional nunca se adaptou às empresas. Durante décadas os times financeiros foram obrigados a moldar suas rotinas ao redor das limitações do sistema bancário. O mercado construiu sistemas focados apenas em informar. Nós nos acostumamos com dashboards que mostram o que aconteceu no passado, criamos softwares que até entregam visibilidade e controle, mas que nasceram estruturalmente incapazes de executar. Para se ter ideia, um time financeiro chega a gastar cerca de 120 horas mensais em tarefas puramente operacionais. Acredito que o banco consumido apenas por meio de extratos e dashboards vai deixar de existir em pouco tempo. A evolução natural desse ecossistema é o banco agêntico, infraestrutura financeira projetada para que as regras da sua empresa virem um software executável. Em um cenário ideal, uma parte relevante das transações vai acontecer diretamente entre agentes inteligentes e com baixíssima intervenção humana. Nessa nova dinâmica é a instituição que se adapta de forma orgânica à operação da companhia e não o contrário. Onde estava o gargalo? Ter a melhor tecnologia nas mãos não resolve nada sem as ferramentas certas. Faltava uma conexão padronizada e segura entre os dados sensíveis de uma empresa e esses agentes de IA. Afinal, financeiro não é só um compilado de números, envolve política de reembolso, hierarquia de aprovação, limites orçamentários, conciliação financeira e regras fiscais. Sem o contexto adequado, uma inteligência artificial sabe ler dados, mas não entende o que eles significam na rotina de um negócio. Foi exatamente para resolver essa lacuna estrutural que decidimos levar a mesma lógica dos agentes autônomos, que apliquei no meu e-mail, direto para o centro da operação financeira dos nossos clientes. Na prática, qualquer empresa vai poder criar seus próprios agentes de IA, sem necessidade de código, para executar tarefas financeiras do dia a dia dentro das regras, limites e políticas que ela mesma define. Com o recurso ‘Faça Seu Agente’ o gestor ensina em linguagem simples o que a máquina deve fazer e ela assume o trabalho operacional respeitando rigorosamente as políticas da empresa, alçadas de aprovação e camadas de segurança. Segundo o Panorama, as equipes financeiras ainda dedicam 21 horas semanais organizando despesas manuais que já aconteceram. Ao configurar um agente para conferência de despesas e conciliação esse processo passa a ser feito de forma autônoma e recorrente. Isso elimina a necessidade de intervenção humana em tarefas repetitivas. A mesma lógica se aplica para fluxos de contas a pagar com cada ação devidamente registrada, auditável e reversível. Os ganhos de eficiência de uma infraestrutura construída para agentes são expressivos. No último mês lançamos o primeiro servidor MCP de uma fintech da América Latina, uma infraestrutura que conecta a conta corporativa da empresa diretamente ao Claude, da Anthropic. Com ela, empresas como a healthtech Alice conseguiram reduzir o tempo do fechamento mensal em 90%, caindo de cinquenta para cerca de três a cinco minutos, além de diminuir a conciliação de sete etapas manuais para apenas duas. Estamos deixando para trás a era dos sistemas que apenas informam. O financeiro autônomo é o próximo passo natural do mercado e nós estamos construindo o futuro do banco agêntico B2B. Essa é uma nova realidade em que a tecnologia não apenas resume dados, mas analisa, decide e executa dentro das regras da companhia. Em poucos segundos, um gestor já consegue realizar a conferência de despesas, conciliação bancária, validação de políticas, analisar notas fiscais ou pagar fornecedores. A tecnologia é a maior alavanca de diferenciação competitiva que temos hoje nas mãos e nós assumimos esse compromisso de liderar a era mais produtiva do financeiro corporativo. Agora a porta que separava o financeiro da inteligência artificial acabou de ser derrubada, e a pergunta que fica é: qual trabalho manual os times financeiros vão eliminar primeiro? O post Bem-vindos à era do financeiro autônomo  apareceu primeiro em Startups.
Artigo originalmente publicado em startups.com.br
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