O bitcoin (BTC) voltou a dar dor de cabeça aos investidores nesta semana. Depois de tentar uma recuperação, a maior criptomoeda do mundo perdeu força novamente e passou a testar uma região considerada decisiva para a tendência de longo prazo. Segundo relatório do BTG Pactual divulgado nesta sexta-feira (17), o BTC segue perto da média móvel de 200 semanas, que fica na faixa entre US$ 62 mil e US$ 63 mil.
Esse indicador é acompanhado de perto por analistas técnicos porque costuma funcionar como uma espécie de “linha de defesa” em ciclos mais longos do bitcoin. Quando o preço fica preso nessa região, o mercado passa a observar se há força suficiente para uma recuperação — ou se a queda pode ganhar mais fôlego.
Bitcoin ainda não conseguiu reagir
De acordo com o BTG, o bitcoin caminha para encerrar a semana com queda próxima de 1,1%, devolvendo parte da recuperação anterior. Para os analistas, a dificuldade da criptomoeda em se afastar da média de longo prazo reforça a fragilidade do cenário.
O relatório cita a formação de topos descendentes e a baixa capacidade de reação dos compradores como sinais de que o viés segue negativo. Em outras palavras: o bitcoin até tenta se segurar, mas ainda não mostrou força suficiente para virar o jogo.
O que acontece se o BTC perder os US$ 63 mil?
Na avaliação do BTG, um fechamento consistente abaixo da faixa dos US$ 63 mil representaria uma nova piora estrutural do gráfico.
Se isso acontecer, aumentaria o risco de continuidade da correção.
No gráfico diário, o banco observa que o bitcoin voltou a operar abaixo das médias móveis de 21 e 50 dias, localizadas entre US$ 63,2 mil e US$ 63,7 mil.
Para abrir espaço a uma recuperação mais consistente, o BTC precisaria retomar essa faixa. Caso contrário, cresce a chance de um novo teste do suporte em US$ 58,5 mil.
Se esse nível também for perdido, os próximos pontos de atenção ficam nas regiões de US$ 52,3 mil e US$ 48,9 mil.
Onde estão as resistências do bitcoin?
Do lado da recuperação, o caminho também não parece simples. Segundo o BTG, uma eventual reação do bitcoin encontraria resistências importantes entre US$ 70,8 mil e US$ 86,5 mil. Esses níveis correspondem às médias móveis de 21 e 50 semanas.
Enquanto o preço permanecer abaixo dessas referências e os indicadores de força seguirem negativos, a recomendação do banco é de cautela.
Indicador de força também preocupa
Outro ponto citado no relatório é o Índice de Força Relativa, conhecido pela sigla IFR. O indicador voltou a ficar abaixo da linha neutra, o que sinaliza perda de momentum e reduz, no curto prazo, as chances de uma reversão mais ampla.
Para o BTG, uma leitura mais positiva dependeria da retomada da faixa entre US$ 63,2 mil e US$ 63,7 mil, acompanhada por uma nova aceleração do indicador.
Até lá, o bitcoin segue em uma zona delicada: se recuperar os US$ 63 mil, pode tentar ganhar fôlego. Se perder esse suporte, o mercado pode começar a olhar para preços mais baixos.
The post Bitcoin (BTC) vai cair mais? Veja o que diz o BTG Pactual appeared first on Seu Dinheiro.