O BNDES abriu uma nova etapa do ProFloresta+, programa que busca acelerar a restauração de áreas degradadas e atrair capital para projetos de vegetação nativa no país. A iniciativa nasce com a meta de mobilizar até R$ 6 bilhões em investimentos.
Segundo a proposta, o esforço financeiro deve viabilizar a recuperação de até 60 mil hectares, combinando conservação, recomposição florestal e geração de valor ambiental. A aposta do banco é conectar a agenda climática a oportunidades concretas para o campo e para a economia da floresta.
Além da restauração, o programa carrega um componente relevante para a transição de baixo carbono: a estimativa é que as áreas contempladas possam capturar cerca de 19 milhões de toneladas de CO2 ao longo do tempo. Na prática, isso reforça o papel da floresta como ativo estratégico, não apenas ambiental, mas também econômico.
Em um momento em que sustentabilidade e produtividade passam a caminhar mais próximas, iniciativas como essa ajudam a ampliar o debate sobre uso do solo, recuperação de áreas e novas fontes de financiamento. É um movimento que pode ganhar força à medida que o setor agropecuário busca soluções alinhadas à agenda climática e, quando fizer sentido ao produtor, em canais como direto do produtor.