O Brasil ainda joga com a calculadora na mão, porque a classificação para o mata-mata não define apenas a vaga, mas também o tipo de adversário que pode surgir na próxima fase. Dependendo do desfecho da campanha na fase de grupos, a seleção comandada por Carlo Ancelotti pode encontrar um caminho mais acessível ou abrir a porta para um confronto de alto risco logo de cara.
Entre os nomes que despontam nos cenários mais prováveis estão Holanda, Japão e Suécia. Cada uma dessas seleções representa um estilo de jogo diferente e, por isso, muda bastante o planejamento brasileiro: os holandeses costumam oferecer duelo físico e organizado, os japoneses apostam em velocidade e intensidade, enquanto os suecos tendem a impor uma disputa mais direta e disciplinada.
Na prática, a posição final do Brasil no grupo é o fator que mais pesa nessa conta. Terminar em primeiro lugar costuma preservar margem para cruzamentos menos complicados, enquanto uma colocação mais baixa pode empurrar a equipe para um rival mais duro já nas oitavas de final. É o tipo de detalhe que transforma a reta final da fase inicial em um exercício de estratégia tanto quanto de futebol.
Por isso, o cenário agora é de atenção total ao que acontece em cada rodada. Além de buscar a melhor colocação possível, o Brasil também monitora os caminhos do chaveamento, porque um pequeno ajuste na tabela pode significar enfrentar um adversário mais conveniente ou cair justamente em um dos nomes que mais preocupam para o início do mata-mata.