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Fundo quer zerar posição na Espaçolaser (ESPA3) e sair do controle; oferta de ações pode movimentar até R$ 37 milhões

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Cinco anos depois de levar a Espaçolaser (ESPA3) à bolsa, um dos fundos que dividiam o controle da companhia decidiu colocar toda a sua participação à venda. 



O Magnólia FIP, ligado à gestora global de private equity L Catterton, protocolou uma oferta secundária de até 6.106.557 ações da MPM Corpóreos, dona da maior rede de depilação a laser do país.  



Se todo o lote for vendido, o fundo deixará de ser acionista e sairá formalmente do bloco de controle. 



Pelos cálculos da Espaçolaser, a oferta pode movimentar até R$ 37,25 milhões. O montante ajuda a dimensionar a reprecificação enfrentada pela companhia desde a estreia na bolsa.



No IPO, a empresa chegou à B3 avaliada em cerca de R$ 4,35 bilhões; hoje, seu valor de mercado está próximo de R$ 216 milhões. Só em 2026, as ações ESPA3 acumulam queda de aproximadamente 40% na B3.



Procurada pelo Seu Dinheiro, a Espaçolaser não respondeu ao contato da reportagem até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto. 



Espaçolaser: do IPO bilionário à oferta de até R$ 37 milhões 



A saída do Magnólia chama atenção não apenas pela mudança na composição acionária, mas também pelo contraste com a avaliação atribuída à Espaçolaser quando a empresa chegou à bolsa. 



Em fevereiro de 2021, as ações foram precificadas a R$ 17,90 no IPO, em uma operação que avaliava a companhia em aproximadamente R$ 4,35 bilhões. Hoje, a ação negocia a pouco menos de R$ 6,10. 



Considerando essa cotação, a venda de toda a participação do Magnólia seria equivalente a cerca de R$ 37 milhões.  



O preço final da oferta, contudo, ainda será definido após o procedimento de bookbuilding, quando investidores profissionais indicam o volume e o valor que estão dispostos a pagar pelos papéis. 



Nessas condições, a operação poderá movimentar entre R$ 18,62 milhões, caso seja vendida a quantidade mínima de ações — correspondente à metade da participação do fundo —, e R$ 37,25 milhões, se todo o lote for colocado no mercado. 



Outros detalhes da oferta de ações



O BTG Pactual coordena a oferta, que será destinada exclusivamente a investidores profissionais. 



Como se trata de uma oferta secundária, os recursos não irão para o caixa da Espaçolaser. O valor levantado será destinado integralmente ao Magnólia, acionista vendedor. 



A diferença é relevante para quem acompanha a companhia: em uma oferta primária, a empresa emite novas ações e pode usar os recursos para financiar investimentos, reforçar o capital de giro ou reduzir dívidas.  



Neste caso, não haverá emissão de novos papéis — e, portanto, também não haverá diluição para os acionistas atuais. 



Como fica o controle da Espaçolaser (ESPA3) agora? 



A saída do Magnólia muda a composição do bloco de controle da MPM Corpóreos, mas não representa, por si só, uma mudança imediata na gestão da companhia. 



Antes da operação, o fundo detinha 16,90% do capital da holding, mesma fatia do fundador Ygor Moura.  



Também fazem parte do grupo de controle Paulo Morais, com 10,01%; a SMZXP, empresa ligada à apresentadora Xuxa Meneghel, com 2,55%; e José Carlos Semenzato, com 0,96%. 



Para reduzir o risco de uma pressão adicional de venda após a saída de um acionista relevante, parte dos demais controladores assumiu um compromisso de lock-up de 90 dias. 



Com isso, Ygor Moura, José Carlos Semenzato e a SMZXP não poderão vender suas ações no período nem realizar operações com derivativos que reduzam sua exposição econômica à companhia. 



O acordo busca dar previsibilidade ao mercado durante a transição acionária.  



Ainda assim, a venda da participação do Magnólia coloca uma nova variável na trajetória da Espaçolaser: quem ocupará o espaço deixado por um dos sócios que acompanhou a empresa desde a abertura de capital — e a que preço o mercado estará disposto a absorver essa fatia.
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Artigo originalmente publicado em www.seudinheiro.com
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