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Viúva culpa parque por morte de marido: 'Irresponsabilidade, não fatalidade'

Viúva culpa parque por morte de marido: 'Irresponsabilidade, não fatalidade'
<p>A dor de Luciane Cristina da Silva não vem apenas da perda. Vem da certeza de que a morte do marido, o radialista Ricardo José Hilário Silva, podia ter sido evitada. Ele morreu na última segunda-feira (16) após cair de um toboágua no Beach Park, complexo aquático localizado na região metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Para a viúva, o que aconteceu não foi um acidente imprevisível — foi o resultado direto de descuido e falta de protocolo de segurança.</p><p>"Não foi uma fatalidade. Foi uma tremenda irresponsabilidade, uma falta de segurança", afirmou Luciane em entrevista ao programa Fantástico. As palavras carregam o peso de quem estava presente no momento da tragédia: ela e a filha do casal, uma menina de apenas 8 anos, testemunharam tudo. A imagem do pai caindo do brinquedo diante dos olhos da criança adiciona uma camada ainda mais dolorosa ao episódio.</p><p>O caso acende um alerta sobre os padrões de segurança em parques aquáticos no Brasil, especialmente em atrações de alto risco como toboáguas de grande porte. Especialistas em segurança de eventos e lazer apontam que fiscalizações periódicas e treinamento rigoroso de equipes são essenciais para evitar tragédias desse tipo — e que a responsabilidade sobre o estado dos equipamentos e a condução dos visitantes recai diretamente sobre os gestores dos parques.</p><p>O Beach Park é um dos destinos de turismo mais procurados por famílias paulistanas durante férias e feriados. A notícia da morte de Ricardo repercutiu entre moradores de São Paulo que já visitaram ou planejam visitar o complexo, gerando debates nas redes sociais sobre confiança e transparência na comunicação de riscos por parte dos parques de diversão.</p><p>Até o momento, o Beach Park não divulgou um posicionamento detalhado sobre as causas do acidente ou as medidas que serão adotadas. A família de Ricardo aguarda respostas e, segundo Luciane, está disposta a buscar responsabilização na Justiça. O caso segue sendo investigado pelas autoridades do Ceará.</p>
Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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