O período chuvoso em Macapá tem trazido um problema que vai além dos alagamentos e das dificuldades de deslocamento: a multiplicação dos caracóis africanos, conhecidos também como caracóis gigantes. A umidade e a presença de terrenos sem manutenção criam condições favoráveis para que o molusco se espalhe por quintais, calçadas e áreas públicas abandonadas.
O nome científico da espécie é Achatina fulica, e sua presença merece atenção porque o animal se adapta com facilidade a ambientes urbanos. Em épocas de chuva, ele encontra abrigo, alimento e superfícies úmidas para se deslocar com rapidez maior do que em períodos secos, o que aumenta a chance de encontro com moradores.
A forma mais segura de combater a proliferação é agir com proteção. A recomendação é evitar o contato direto com os moluscos, usar luvas ou sacos plásticos nas mãos durante a coleta e nunca manusear os animais descalço ou com as mãos nuas. Também é importante recolher resíduos, manter o quintal limpo, eliminar entulhos e reduzir locais úmidos onde os caracóis costumam se esconder.
Outro ponto essencial é não deixar os animais espalhados após a retirada. O descarte precisa ser feito de maneira adequada, junto com a limpeza do espaço e a verificação de possíveis ovos em vasos, jardins e frestas. Em áreas com infestação recorrente, a orientação é reforçar a rotina de manutenção e procurar apoio de órgãos de saúde ou controle ambiental para evitar que o problema volte a crescer.