Um levantamento nacional sobre o primeiro ano da Lei nº 15.100/2025 mostra que a proibição do uso de celulares nas escolas já virou realidade na maior parte da rede brasileira. Segundo a pesquisa, 92% das unidades afirmam ter aplicado a restrição aos aparelhos eletrônicos em situações que não tenham finalidade pedagógica.
Apesar do avanço, a adaptação ao novo cenário ainda está longe de ser simples. Entre os gestores ouvidos, 39% dizem enfrentar dificuldade alta para conseguir a adesão dos estudantes às regras, o que indica que a mudança de hábito dentro da escola segue como um dos principais desafios da medida.
Outro ponto que pesa na rotina das instituições é a estrutura. Também para 39% dos gestores, falta espaço ou organização adequada para guardar os celulares durante o período de aula, um problema que afeta especialmente escolas com maior número de alunos e menos recursos de apoio.
Na prática, os números mostram que a lei está sendo incorporada pelas redes, mas sua eficácia depende de mais do que fiscalização. Para funcionar de forma consistente, a regra exige orientação, rotina clara e condições materiais mínimas para que escola, alunos e famílias consigam se adaptar ao novo padrão de convivência.