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Celular Seguro: governo muda regras e promete dificultar venda de celulares roubados

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O governo federal lançou uma nova fase do Programa Celular Seguro, que mira o combate ao roubo e à venda ilegal de celulares no país. A medida foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (23), em São Paulo, e amplia o foco para além do crime em si. O programa passa a atuar também na rede que se forma em torno dos aparelhos roubados. A ideia é dificultar tanto o roubo quanto a circulação desses celulares no mercado ilegal, destaca nota do Ministério da Justiça. Base nacional do Celular Seguro já reúne milhões de celulares cadastrados com dados de segurança. – Imagem: DedMityay/Shutterstock Programa amplia combate ao roubo de celulares O Celular Seguro reforça a estratégia do governo diante do alto número de furtos e roubos de celulares no Brasil. Segundo dados apresentados, cerca de 1 milhão de aparelhos são roubados por ano no país, considerando apenas registros oficiais. O foco não fica só no crime em si. A ideia é atingir também toda a cadeia econômica que se forma a partir dele. Como explicou o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Veloso, a mudança mira justamente esse cenário mais amplo. Segundo ele, a política agora busca alcançar não apenas quem pratica o roubo, mas também quem lucra com a revenda ilegal. “A gente percebeu que existe um mercado muito maior, que muita gente lucra com o comércio ilegal de celular roubado”, afirmou. Programa Celular Seguro amplia rastreamento e bloqueio de aparelhos roubados em todo o país. Sistema também permite a identificação do aparelho ao inserir novo chip. – Imagem: Antonio Guillem/Shutterstock Base nacional integra dados e permite consultas O sistema já reúne informações de polícias civis, operadoras de telefonia e da Anatel. Hoje, são mais de 3,3 milhões de aparelhos cadastrados na base de dados nacional, o que amplia o alcance das consultas e da fiscalização. A proposta é permitir que qualquer pessoa consiga verificar se um celular foi roubado antes da compra, reduzindo fraudes e aumentando a segurança. Entre as principais funções do sistema estão: consulta do IMEI para saber se o aparelho foi roubado integração com dados de operadoras e órgãos de segurança registro nacional de celulares bloqueados alertas quando há tentativa de uso indevido apoio direto às investigações policiais Governo quer atingir não só o roubo, mas também o mercado ilegal de celulares no Brasil, dificultando a revenda dos aparelhos. – Imagem gerada por inteligência artificial-GPT “Modo recuperação” e devolução de aparelhos Uma das novidades é o chamado “Modo Recuperação”. Ele mantém o número de identificação do celular (IMEI) ativo mesmo após tentativas de bloqueio. Assim, quando um novo chip é inserido no aparelho, o sistema consegue identificar o uso e acionar as autoridades. Leia mais: Bets ilegais no Brasil atingem 25 milhões de pessoas, diz governo Quem tem drone no Brasil terá de seguir novas regras; veja o que muda Como a IA está mudando a forma de pesquisar, comprar e navegar na internet Outra aposta do programa é a devolução voluntária de aparelhos adquiridos sem conhecimento de origem ilegal. A orientação é que o cidadão procure uma delegacia ao identificar a situação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou essa possibilidade ao falar sobre o tema. “Se você souber ‘da’ onde você comprou, melhor ainda, porque você estará contribuindo para a gente acabar com uma organização criminosa”, afirmou. Na prática, a ideia é fechar o cerco tanto contra o roubo quanto contra o mercado paralelo que sustenta esse tipo de crime no país. O post Celular Seguro: governo muda regras e promete dificultar venda de celulares roubados apareceu primeiro em Olhar Digital.
Artigo originalmente publicado em olhardigital.com.br
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