Comprar um celular novo ou trocar de notebook pode custar mais caro em breve. A Qualcomm, uma das maiores fabricantes de processadores do mundo, planeja aumentar os preços de seus produtos em dois dígitos. A mudança passa a valer para os lotes enviados a partir de 1º de setembro.
A informação vem de uma carta enviada pela própria empresa aos seus clientes e divulgada pela Bloomberg. O impacto dessa decisão deve ser amplo, já que a marca domina o ecossistema Android e equipa modelos premium, intermediários e de entrada, além de algumas linhas de computadores com IA (Microsoft Copilot+) e óculos inteligentes.
O efeito dominó da inteligência artificial
O encarecimento reflete um momento delicado no mercado de tecnologia. O avanço acelerado dos centros de dados voltados para Inteligência Artificial gerou uma escassez global de peças e chips de memória.
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Esse cenário pressionou fornecedores essenciais como a TSMC, que fabrica grande parte dos chips da Qualcomm e hoje enfrenta limitações na capacidade de produção.
Segundo o comunicado aos parceiros, a Qualcomm tentou buscar novos fornecedores para conter a alta, mas não consegue mais absorver a elevação dos custos.
Balanço financeiro e repasse ao consumidor
A falta de peças no mercado afetou o volume de vendas da empresa neste ano, pois as fabricantes simplesmente não conseguiram montar aparelhos na quantidade desejada. Mesmo com esses percalços na produção, a Qualcomm superou as previsões de receita no segundo trimestre de 2026.
Resta saber agora quanto desse reajuste nos chips será repassado para o preço final cobrado do consumidor pelas fabricantes de eletrônicos.
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