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Chatbots podem ter consciência? Big techs investigam

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Anthropic, Google e Meta estão olhando para uma questão que, até pouco tempo atrás, parecia mais filosófica do que técnica: será que modelos de IA podem ter consciência ou algum tipo de emoção? Hoje, essa discussão já envolve cientistas de áreas bem diferentes. O tema ganhou força no Vale do Silício junto com o avanço acelerado da IA que começa a levantar dúvidas menos técnicas e mais profundas sobre o que esses sistemas realmente representam, comenta o The Washington Post. “IA pode ter consciência?” debate cresce no Vale do Silício com avanço acelerado dos modelos de linguagem. – Imagem: Layse Ventura via Gemini / Olhar Digital Um debate que saiu da teoria Durante muito tempo, falar em máquinas conscientes parecia coisa de ficção científica. Agora, isso entrou de vez na agenda de grandes empresas. O pesquisador Cameron Berg contou que, em 2024, perguntou ao CEO da OpenAI, Sam Altman, se a empresa considerava seriamente a possibilidade de consciência em sistemas de IA. Segundo ele, Altman disse que o assunto já fazia parte das discussões internas. “Era algo que ele obviamente já havia considerado”, afirmou Berg. Depois dessa conversa, Berg criou uma organização sem fins lucrativos dedicada a estudar formas de avaliar consciência em sistemas artificiais. Chatbots cada vez mais realistas levantam dúvidas sobre limites entre simulação e experiência real. – Imagem: jackpress / Shutterstock Quando a IA começa a ser vista como algo que pode ter “bem-estar” Na Anthropic, criadora do Claude, equipes internas passaram a investigar o que chamam de “estados internos” dos modelos de IA. A empresa afirma que ainda não há evidências de experiências reais nesses sistemas, mas considera o tema relevante o bastante para pesquisa contínua. Continuamos profundamente incertos sobre o status moral de Claude e de outros modelos de IA, mas acreditamos que a questão é séria o suficiente para ser estudada cuidadosamente à medida que os sistemas se tornam mais capazes. Paruul Maheshwary, porta-voz da Anthropic, ao The Washington Post. A OpenAI também já tratou do tema internamente, em canais de trabalho onde se discute a possibilidade de consciência em modelos de linguagem. Nesse cenário, grupos ligados ao altruísmo eficaz defendem que entender possíveis implicações morais da IA será importante no longo prazo. Modelos como Claude são estudados para entender possíveis “estados internos” e comportamento emocional. – Imagem: Jack_the_sparow/Shutterstock O que a ciência realmente aceita hoje Na visão da maioria dos neurocientistas, não há evidências de que sistemas de IA sejam conscientes ou sintam emoções. Para esses especialistas, o que os modelos fazem é reproduzir padrões de linguagem humana com alta eficiência, sem qualquer experiência interna comprovada. Leia mais: O calor extremo pode parar a inteligência artificial? IA pressiona custos e Microsoft prepara nova onda de demissões Google lança Nano Banana 2 Lite e Gemini Omni Flash para imagens e vídeos com IA Ainda assim, a forma como esses sistemas se comunicam é convincente o suficiente para fazer usuários atribuírem características humanas a eles. Pesquisadores como Margaret Mitchell, da Hugging Face, alertam que parte desse debate também é influenciada pela forma como as próprias empresas apresentam suas tecnologias. Um debate que ainda está longe de terminar O interesse por esse tema tende a crescer conforme a IA se torna mais presente no cotidiano. Por enquanto, não existe consenso científico sobre consciência em máquinas, mas a discussão já deixou de ser marginal e passou a fazer parte do centro do debate tecnológico e ético. O post Chatbots podem ter consciência? Big techs investigam apareceu primeiro em Olhar Digital.
Artigo originalmente publicado em olhardigital.com.br
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