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Claire Fuller diz que Dylan Thomas a ensinou a sentir a força da escrita

Claire Fuller diz que Dylan Thomas a ensinou a sentir a força da escrita

Em uma conversa sobre as leituras que moldaram sua vida, Claire Fuller deixou claro que a relação com os livros sempre foi muito mais sensorial do que acadêmica. A autora conta que uma das lembranças mais antigas de leitura vem da infância, quando, aos cinco anos, lia repetidamente a plaqueta de aviso presa ao banco de um ônibus escolar no interior de Oxfordshire. Antes mesmo de dominar grandes romances, ela já percebia o poder das palavras no cotidiano.

Entre as obras que marcaram sua formação, Fuller cita o impacto de Shirley Jackson, autora que a fez enxergar como o suspense pode nascer de ambientes comuns e, ainda assim, profundamente inquietantes. Mais tarde, o encontro com a escrita de Denis Johnson ampliou ainda mais seu horizonte literário, revelando para ela uma prosa capaz de misturar delicadeza, intensidade e estranhamento sem perder força emocional.

Mas foi Dylan Thomas quem, segundo a romancista, mostrou de forma definitiva que a literatura poderia fazê-la “sentir tudo”. Essa descoberta ajuda a entender a maneira como ela lê e escreve: buscando não apenas enredos, mas também vibração, ritmo e uma espécie de verdade emocional que permanece depois da última página.

Fuller também encontra abrigo na obra de Elizabeth Strout, autora que ela descreve como uma presença de conforto. O conjunto dessas influências revela uma escritora atraída por livros que observam a complexidade humana sem alarde, mas com precisão. Em seu olhar, a boa literatura não se limita a entreter: ela amplia a experiência de quem lê.

Artigo originalmente publicado em www.theguardian.com
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