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Claude bonzinho ou ranzinza? Anthropic confirma dupla personalidade da IA

Redação Recifes
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Claude bonzinho ou ranzinza? Anthropic confirma dupla personalidade da IA

A Anthropic confirmou que a personalidade do Claude varia de acordo com o modelo escolhido e o idioma da conversa. A conclusão faz parte de um estudo da empresa baseado na análise de 309.815 conversas reais no Claude.ai, realizadas nos 20 idiomas mais usados da plataforma. A pesquisa identificou diferenças no comportamento da IA, desde respostas mais acolhedoras e otimistas até uma postura crítica e cautelosa.

Segundo a empresa, essas mudanças não acontecem de forma aleatória. A equipe reuniu milhares de características observadas nas respostas do chatbot e as organizou em quatro eixos: deferência ou cautela, calor humano ou rigor, profundidade ou brevidade e candura ou execução. Esses critérios ajudam a medir como cada versão do Claude responde a diferentes situações.

Isso significa que uma mesma pergunta pode gerar respostas com abordagens distintas dependendo do modelo e da língua usada. Em um cenário de planejamento de um negócio arriscado, por exemplo, uma versão do Claude pode incentivar a ideia, já outra destaca possíveis falhas e riscos antes de sugerir os próximos passos. Para a Anthropic, essas diferenças podem refletir decisões de treinamento ou adaptações a normas culturais.

Além do modelo e do idioma, a Anthropic acredita que alguns fatores, como idade, profissão e região onde o usuário vive, também podem influenciar o comportamento do Claude. A empresa pretende investigar essa possibilidade em estudos futuros.

Como o modelo e o idioma mudam as respostas do Claude?

Entre os modelos analisados, o Sonnet 4.6 foi identificado como o mais caloroso e encorajador. Ele tende a usar um tom amigável, recorrer ao humor e validar com mais frequência as ideias do usuário.

Já o Opus 4.7 adota uma postura mais rigorosa. O modelo costuma questionar premissas, apontar problemas que não foram mencionados na solicitação e incluir ressalvas sobre suas próprias limitações. O Opus 4.6 aparece em uma posição intermediária, com respostas objetivas e focadas em executar a tarefa solicitada.

Além disso, o Claude costuma ser mais caloroso e positivo em conversas em hindi e árabe. Em inglês e russo, a tendência é apresentar respostas críticas, detalhadas e focadas na verificação de informações. Já em holandês, o modelo demonstra maior disposição para admitir incertezas ou erros, enquanto em indonésio prioriza a entrega direta da resposta.

A Anthropic ainda não sabe se essas diferenças foram criadas para adaptar o Claude aos costumes de cada idioma ou se são resultado da quantidade de dados usada no treinamento. Por isso, é recomendado testar perguntas importantes em modelos diferentes e, quando possível, também em outros idiomas para comparar as respostas.

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Artigo originalmente publicado em canaltech.com.br
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