🌊 Negócios em Emersão  ·  Vamos Emergir?  ·  Cadastre-se e ganhe 50 REC de bônus

Claude, IA da Anthropic, ganha versão voltada à pesquisa científica; veja como funciona

0 visualizações
Claude, IA da Anthropic, ganha versão voltada à pesquisa científica; veja como funciona
Datafolha: cresce uso de IA no trabalho, enquanto cai medo de substituição A Anthropic, empresa americana de tecnologia, lançou nesta terça-feira (30) o Claude Science, uma ferramenta desenvolvida para ajudar pesquisadores e profissionais em diferentes etapas do trabalho científico. Desde 2025, a empresa vem investindo em soluções voltadas para esse público. Agora, o Claude Science reúne, em um único ambiente, ferramentas amplamente utilizadas por pesquisadores, como PubMed, Jupyter e R, facilitando o acesso a informações, a análise de dados e a produção de estudos. A plataforma também permite revisar e acompanhar todo o histórico do trabalho realizado pela IA. Segundo a Anthropic, o Claude Science pode ser usado em computadores com macOS ou Linux e também acessado remotamente. A ferramenta conta com mais de 60 recursos e integrações voltados para áreas como biologia, genética e química. A versão beta foi liberada nesta terça para assinantes dos planos Claude Pro, Max, Team e Enterprise. O que a ferramenta entrega? Sempre que realiza uma tarefa, o Claude Science fornece ao usuário: o código utilizado para gerar o resultado; o ambiente em que o trabalho foi executado; uma explicação em linguagem simples sobre como a resposta foi produzida; todo o histórico da conversa com a IA. Visão do Claude Science. Neste caso, a IA está exibindo proteínas, estruturas e moléculas de forma nativa, com todos os resultados sendo reproduzíveis e rastreáveis até o código correpsondente. Divulgação/Anthropic A IA também pode errar Apesar das novas funcionalidades, a Anthropic ressalta que os resultados devem ser revisados pelos pesquisadores. Durante a execução das tarefas, o usuário pode acompanhar o processo da IA, verificar como ela chegou às conclusões e criar diferentes versões do mesmo trabalho, chamadas de forks. Assim, é possível comparar abordagens diferentes sem perder o histórico original. Nos últimos meses, pesquisadores que testaram a versão beta utilizaram o Claude Science em atividades como: análise de sequenciamento de RNA; planejamento de experimentos com CRISPR, técnica de edição genética; previsão da estrutura de proteínas; análises na área de química computacional. Quanto custa o Claude? O Claude tem um plano gratuito (Free) que oferece acesso limitado às principais funções da plataforma. Já o plano Pro custa US$ 17 por mês (cerca de R$ 87,70, considerando o dólar a R$ 5,16), indicada para quem utiliza a ferramenta no dia a dia. O plano Max custa a partir de US$ 100 mensais (aproximadamente R$ 516) e oferece entre cinco e vinte vezes mais capacidade de uso do que o plano Pro. Para equipes, a Anthropic oferece o plano Team, voltado para grupos de cinco a 150 usuários. Ele possui duas opções de assinatura: uma padrão, a partir de US$ 20 por usuário ao mês (cerca de R$ 103), e outra premium, a partir de US$ 100 por usuário ao mês (aproximadamente R$ 516), com maior limite de uso. Já o plano Enterprise, destinado a empresas e organizações maiores, atende equipes com mais de 20 usuários. O preço varia conforme o número de pessoas e o tipo de utilização da ferramenta, com valores a partir de US$ 20 por usuário ao mês. Empresa vai apoiar projetos científicos Além do lançamento da plataforma, a Anthropic anunciou que financiará até 50 projetos de pesquisa que utilizem inteligência artificial. Cada projeto poderá receber até US$ 30 mil em créditos para uso da tecnologia. A empresa Modal também oferecerá até US$ 2 mil em recursos de computação para os projetos selecionados. Nesta primeira fase, a iniciativa dará prioridade a pesquisas nas áreas de biologia e ciências biomédicas. As inscrições ficam abertas até 15 de julho de 2026. Os projetos selecionados serão anunciados até 31 de julho, e os trabalhos serão desenvolvidos entre 1º de setembro e 1º de dezembro de 2026.
Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
Compartilhar: