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Climatério: quando a reposição hormonal pode ajudar e quem deve avaliar

Redação Recifes
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Climatério: quando a reposição hormonal pode ajudar e quem deve avaliar

O climatério é a fase de transição entre a vida reprodutiva e a não reprodutiva, período em que os níveis de estrogênio e progesterona começam a cair de forma gradual. Essa mudança hormonal pode trazer sintomas que variam de mulher para mulher, como ondas de calor, suor noturno, sono fragmentado, oscilações de humor e secura vaginal.

Para muitas mulheres, esses sinais vão além do desconforto e começam a interferir no trabalho, no descanso, na vida sexual e na convivência social. Nesses casos, a terapia de reposição hormonal pode ser uma opção eficaz para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, desde que haja indicação correta e acompanhamento individualizado.

A decisão de iniciar o tratamento não deve ser automática. Antes de qualquer prescrição, é preciso avaliar histórico pessoal e familiar, presença de doenças cardiovasculares, risco de trombose, antecedente de câncer hormônio-dependente e outras condições que podem alterar a segurança da terapia. A forma de uso, a dose e o tempo de tratamento também precisam ser definidos de acordo com o perfil de cada paciente.

Por isso, a reposição hormonal costuma ser mais bem indicada para mulheres com sintomas moderados ou intensos, especialmente quando medidas gerais não foram suficientes para controlar o desconforto. O mais importante é entender que não existe resposta única: o tratamento deve ser discutido com um profissional de saúde, com foco em benefícios, riscos e expectativas reais para cada fase da vida.

Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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