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Clínica veterinária clandestina é fechada após morte de cão em Mongaguá

Redação Recifes
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Clínica veterinária clandestina é fechada após morte de cão em Mongaguá

A perda de um animal de estimação já é, por si só, uma dor difícil de carregar. Mas quando essa perda acontece em um local que deveria oferecer cuidado e segurança — e que, na verdade, operava à margem da lei — o luto vem acompanhado de indignação. Foi exatamente essa a situação vivida por uma moradora de Mongaguá, município no litoral sul de São Paulo, que perdeu seu cachorro após levá-lo a uma clínica veterinária que funcionava com documentação falsa.

A denúncia feita à Ouvidoria Municipal colocou em movimento uma investigação que culminou na interdição completa do estabelecimento, localizado no bairro Jardim Praia Grande. Em uma operação conjunta coordenada pela Vigilância Sanitária local, o local foi lacrado após a confirmação de que o alvará de funcionamento apresentado era falsificado. Nenhuma atividade poderá ser retomada enquanto a situação não for regularizada perante os órgãos competentes.

Casos como esse lembram o quanto é fundamental que tutores pesquisem a procedência dos serviços veterinários antes de confiar a saúde dos seus animais a qualquer estabelecimento. Verificar se a clínica possui registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), alvará de funcionamento válido e profissionais habilitados é um passo simples que pode evitar tragédias. Essas informações costumam estar disponíveis para consulta pública ou podem ser solicitadas diretamente ao estabelecimento.

O episódio também evidencia o papel essencial dos canais de denúncia municipais. Foi a iniciativa de uma cidadã que acionou os mecanismos de fiscalização e resultou no fechamento de um local potencialmente perigoso para outros animais e seus tutores. Ouvidorias, Vigilâncias Sanitárias e o próprio CRMV são portas de entrada para quem deseja reportar irregularidades no setor.

Em um espaço dedicado à leveza e à organização da vida, não poderíamos deixar de abordar também o cuidado com quem divide o nosso lar. Ter clareza sobre onde e com quem deixamos nossos animais faz parte de uma rotina mais segura e consciente — porque um ambiente de confiança começa com escolhas bem informadas.

Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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