Colombiana Addi capta Série D de US$ 85M com BTG e Citius
Fintech está focada no mercado colombiano | Foto: Canva
A fintech colombiana Addi levantou uma Série D de US$ 85 milhões, liderada pelo BTG Pactual e pelo fundo Citius, com sede em Luxemburgo. Também participaram da operação investidores como o fundo brasileiro Monashees e o Fundo Soberano de Singapura (GIC).
Os recursos da rodada serão destinados à expansão da plataforma de crédito, ao fortalecimento da infraestrutura tecnológica e à ampliação do portfólio de produtos financeiros para consumidores e comerciantes na Colômbia.
Além do capital, o BTG informou que estabeleceu uma agenda de cooperação com a Addi para o desenvolvimento de iniciativas estratégicas no mercado colombiano. Fundada em 2018 por Santiago Suárez, Daniel Vallejo e Elmer Ortega, a fintech atua no segmento de buy now, pay later (BNPL). Este ano, a Addi recebeu autorização da Superintendência Financeira da Colômbia para operar como uma instituição financeira regulada.
“Acreditamos que a Colômbia vive um ciclo de transformação do acesso a crédito e serviços financeiros, semelhante ao que vimos no Brasil anos atrás. A Addi está estabelecendo um novo padrão nesse mercado, redefinindo a experiência de crédito para consumidores e lojistas por meio de inteligência artificial aplicada em escala. É justamente essa capacidade de transformar mercados que buscamos em nossos investimentos em Growth”, afirmou Gabriela Lima, Diretora de Capital Privado do BTG Pactual.
O captable da Addi inclui, além dos fundos desta rodada, nomes como Quona, Union Square Ventures e Andreessen Horowitz.
A captação se soma a outras operações realizadas pela fintech este ano. Em abril, a Addi fechou uma linha de crédito estruturado de US$ 150 milhões, liderada pelo JPMorgan. Essa foi a primeira operação de warehouse financing realizada pelo banco na Colômbia e fez com que o total de recursos obtidos pela startup por meio de dívidas superasse US$ 680 milhões.
A Addi chegou a ter uma operação no Brasil, mas anunciou sua saída do país em junho de 2023, pouco mais de dois anos após entrar no mercado brasileiro, como parte de uma reorientação estratégica. A decisão refletiu a prioridade da empresa em concentrar recursos na Colômbia, seu principal mercado, com o objetivo de acelerar o caminho para a rentabilidade.
No Brasil, a fintech chegou a ter uma base relevante de clientes, com mais de 750 lojas parceiras e mais de 500 mil consumidores utilizando sua solução de parcelamento via Pix.
“Nos últimos sete anos, construímos a principal plataforma financeira e de comércio na Colômbia, criando uma empresa de tecnologia com foco em IA que atende milhões de colombianos e dezenas de milhares de comerciantes. Embora já estejamos lucrativos há dois anos, decidimos levantar esta rodada para acelerar nossa trajetória de crescimento e trazer parceiros de classe mundial para a mesa”, disse Santiago Suárez, CEO e cofundador da Addi, por meio de nota.
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