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Com R$ 530B em TPV, govtech aposta em crédito para escalar receita

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Com R$ 530B em TPV, govtech aposta em crédito para escalar receita
Leonardo Lardeira, fundador e CEO do Portal de Compras Públicas | Foto: divulgação Somar R$ 530 bilhões em valores transacionados anualmente não é pouca coisa. Entretanto, para o Portal de Compras Públicas, faturar em cima desse montante não é algo tão simples, já que o take-rate em compras de entes públicos não é uma opção. Agora, com a base expandida, a govtech está pronta para dar seus próximos passos, apostando em crédito e marketplace para acelerar o seu faturamento. Nos últimos anos, o Portal de Compras Públicas construiu volume, aumentando a penetração de seu marketplace de licitações, conectando compradores públicos (prefeituras, órgãos estaduais, consórcios, Sistema S) com fornecedores interessados em vender. Segundo o fundador e CEO Leonardo Ladeira, essa construção de base evoluiu bastante desde 2023, quando ele conversou pela primeira vez com o Startups. Em três anos, o volume transacionado cresceu mais de cinco vezes, e a penetração geográfica também avançou de forma significativa. Só entre municípios, a plataforma já passou de 80%. No país como um todo, responde por pouco mais de 10% do volume financeiro de compras e mais de 15% do volume operacional, atrás apenas do Comprasgov, a plataforma federal, que detém 60% do mercado “por decreto”, como faz questão de pontuar o CEO. Descontada a fatia do governo federal, o Portal fica com mais de 25% do mercado atingível. “De 2023 pra cá, nosso faturamento aumentou quase 250%. Não posso reclamar de nenhum centavo”, afirma. Ainda assim, admite, a receita é uma fração pequena do volume transacionado. “Não está nem na mesma ordem de grandeza do quanto movimentamos”, destaca o CEO. Construída a base, chegou a hora da segunda fase do plano: aumentar a participação na carteira de cada fornecedor, a parte em que a govtech cobra, Leonardo faz questão de frisar que nenhum ente público paga pelo uso da plataforma. “Quem tem que pagar essa conta é quem quer fazer dinheiro com a operação, não o ente público”, dispara. Escalando a receita Apostando no upsell junto à sua base de mais de 700 mil fornecedores cadastrados, a empresa lançou um plano VIP com uma camada de inteligência competitiva construída sobre dados públicos de licitações, além de gestão documental e educação. Veio também o marketplace. Uma mudança na legislação, no fim do ano passado, criou a “compra expressa”. Com isso, em vez de o comprador descrever o que quer e esperar propostas, os fornecedores alimentam um catálogo com preços pré-definidos, a plataforma integra sete ferramentas de frete, cota a logística automaticamente e, pela primeira vez, garante o pagamento, via escrow, em D+1 ou D+30. “É a primeira vez que a gente entra na intermediação financeira do processo”, resume Ladeira. A expectativa é que o modelo responda por ao menos 5% do volume da plataforma em 12 meses. Por fim, a aposta principal atende por outro nome: crédito. A ideia é usar o recebível garantido que o fornecedor tem contra o órgão público como lastro para antecipação. Segundo Leonardo, trata-se de um ativo do qual os bancos historicamente torcem o nariz, mas que, uma vez entregue e validado, é quase certo. “É uma dor real. Tem fornecedores que deixam de disputar um processo por falta de capital de giro, já que muitos compradores levam 90 dias ou até mais para pagar”, explica. Para a parte de crédito, entretanto, a govtech não quer necessariamente se tornar uma fintech. Assim como construiu um marketplace de compras públicas, o plano é “embedar” um marketplace de crédito dentro da plataforma. O piloto roda com o FIDC da Cedro (fundo que investiu na empresa em 2019) e a ideia é abrir para outros fundos, aumentando a concorrência e derrubando a taxa paga pelo fornecedor. A projeção é atuar sobre 9% a 10% do volume geral de vendas. “Nesse volume, a gente mais do que dobra o nosso faturamento”, diz o CEO. O post Com R$ 530B em TPV, govtech aposta em crédito para escalar receita apareceu primeiro em Startups.
Artigo originalmente publicado em startups.com.br
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