Combustível sustentável: Brasil ganha novas usinas e tecnologia para aviões
A expansão da produção de combustível sustentável de aviação (SAF) no Brasil deu novos passos com duas grandes iniciativas que prometem impulsionar o setor. Uma delas é a Honeywell, que vai fornecer tecnologias de processo e automação para a futura fábrica da Acelen Renováveis na Bahia, enquanto Bunge, Petrobras e Vibra lançaram o primeiro lote comercial de SAF produzido com soja brasileira certificada sob o padrão internacional da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO). Avião completa voo do Japão à China com óleo de cozinha como combustível Etanol pode virar combustível de aviação em breve; entenda A futura fábrica da Acelen Renováveis, na Bahia, vai usar um moderno sistema de refino desenvolvido pela Honeywell UOP em parceria com a italiana Eni. Chamado de Ecofining, o método modular acelera a construção da planta e reduz custos ao converter gorduras, óleos e graxas residuais em combustíveis limpos. Enquanto isso, a união entre Bunge, Petrobras e Vibra viabilizou 4.000 metros cúbicos de um novo combustível que utiliza óleo de soja de Mato Grosso coprocessado em uma refinaria no Rio de Janeiro. Com certificação internacional que garante o cultivo sustentável sem desmatamento, o lote inicial vai ser ofertado no Aeroporto do Galeão e promete abastecer cerca de 1.600 voos na ponte aérea Rio-São Paulo. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- Combustível verde na aviação Os anúncios vêm em um cenário de forte demanda global por combustíveis verdes no transporte aéreo — segundo a Honeywell, a expectativa é que o consumo mundial de SAF atinja o patamar de quase 500 mil barris por dia ao longo da próxima década. Assim, é natural que se desenhe uma corrida para nacionalizar a tecnologia para atender a esse mercado emergente. O jato brasileiro Embraer E195-E2, operado pela KLM, foi abastecido com combustível sustentável (Imagem: Reprodução/KLM)) O potencial dos novos compostos é bastante interessante: quando misturado ao querosene convencional, esse SAF baiano, por exemplo, pode reduzir as emissões poluentes em até 80%. Já o combustível produzido pela Bunge, Petrobras e Vibra deve reduzir em cerca de 70% as emissões de gases do efeito estufa quando comparadas com o querosene convencional. Já que o SAF está em alta na aviação atualmente, que tal conferir nossa matéria sobre o jato da Embraer que testou o combustível do futuro em voo comercial inédito? Leia a matéria no Canaltech.
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