Podcast MVP | Arte: Startups Em meio ao SaaSpocalypse, a Digibee, startup brasileira de integração e automação empresarial, decidiu olhar para a inteligência artificial menos como rival e mais como aliada. “A IA foi uma disrupção para o nosso negócio. Mas ela trouxe uma oportunidade muito maior do que quando fundamos a empresa, há nove anos”, afirma Rodrigo Bernardinelli, fundador e CEO da companhia, durante participação no podcast MVP.
Em conversa com Gustavo Brigatto, fundador do Startups, o empreendedor conta que, em vez de competir com a IA, decidiu incorporá-la ao centro da sua estratégia, enxergando nos dados uma nova oportunidade de negócio.
A constatação foi que toda aplicação de IA precisa acessar dados. E esses dados continuam espalhados por ERPs, CRMs, sistemas legados e diversas aplicações corporativas. Segundo Rodrigo, aproximadamente 80% da construção de um agente de IA consiste justamente em disponibilizar informações corretas para que ele possa operar.
Com isso, em vez de atuar apenas como uma plataforma de integração, a empresa passou a se posicionar como uma camada de infraestrutura, governança e orquestração para agentes de IA.
Expansão para os EUA
A aposta na inteligência artificial também conversa com outro movimento estratégico da empresa: sua expansão internacional.
Depois de anos tentando ganhar espaço no mercado norte-americano, a Digibee acelerou sua presença nos Estados Unidos com a aquisição da Vertify, concluída no fim de 2025.
Segundo Rodrigo, a operação trouxe três ativos considerados fundamentais: uma carteira consolidada de clientes, uma parceria estratégica com a Adobe e um time de empreendedores acostumado a construir negócios em ambiente de escassez.
A empresa também escolheu os Estados Unidos como principal laboratório para testar seus novos Digital Workers antes do lançamento comercial. Esses agentes são especializados em criar, implantar, monitorar e manter integrações e automações de forma praticamente autônoma.
Para Rodrigo, o momento atual é de disrupção para a empresa: “Eu estava aqui achando que no ano nove a gente já estaria na bolsa de valores, no final veio essa mudança de mercado, é quase como que uma refundação da empresa”, brinca Rodrigo, em referência aos nove anos da Digibee, que foi fundada em 2017.
O empreendedor disse ainda que não pensa em uma saída da empresa neste momento, “para ficar em casa assistindo Netflix”. “No outro dia eu estaria fazendo uma outra empresa”, ironiza.
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