Podcast MVP | Imagem: Startups A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta e passou a influenciar decisões sobre gestão, cultura organizacional e estratégia de crescimento nas empresas. No Stark Bank, essa transformação faz parte de um plano para alcançar R$ 1 trilhão em volume transacionado ao mesmo tempo em que a companhia reorganiza sua operação para incorporar agentes de IA em praticamente todas as áreas do negócio.
Há quase oito anos no mercado, o grupo, que inclui tanto o Stark Bank, quanto Stark Infra, transacionou R$ 600 bilhões no ano passado, planeja alcançar a meta de crescimento com uma estratégia baseada na automação do onboarding de clientes, na expansão para empresas menores, no crescimento de produtos como Pix, cartões e adquirência e na internacionalização da operação.
Em conversa com Gustavo Brigatto no podcast MVP, Rafael Stark, fundador e CEO do Stark Bank, e Felipe Facchini, CEO da Stark Infra, falaram sobre a importância que a inteligência artificial terá nesse processo.
“Se eu tenho uma ferramenta que aumenta a minha produtividade, eu consigo fazer mais em menos tempo. Talvez o que esse time faria nos próximos três anos, eu consiga fazer em seis meses”, destaca Rafael, acrescentando que não coloca um limite para o gasto com tokens na empresa: “Eu não vejo como um gasto alto, eu vejo como investimento”.
Entre as iniciativas está a reformulação completa do processo de abertura de contas. Hoje, esse fluxo ainda depende de análises realizadas por pessoas. A expectativa é utilizar IA para automatizar praticamente todo o processo de onboarding, reduzindo o tempo de abertura para poucos minutos e permitindo atender empresas menores em escala.
Segundo Rafael, todos os diretores da empresa receberam uma agenda de estudos sobre IA e passaram a identificar oportunidades para aplicar agentes em suas respectivas áreas. Compliance, jurídico, atendimento, operações e tecnologia foram estimulados a desenvolver projetos capazes de reduzir trabalho operacional e aumentar eficiência.
A evolução da Stark Infra
Durante o episódio, Felipe Facchini explicou como a Stark Infra evoluiu de uma estrutura criada para atender o próprio banco para uma empresa independente de infraestrutura financeira.
Hoje, a companhia oferece soluções para bancos, fintechs e outras instituições em áreas como core bancário, cartões, crédito e infraestrutura para ativos digitais. Segundo ele, a separação também exigiu a criação de mecanismos rígidos de governança para garantir o isolamento de informações comerciais entre Stark Infra e Stark Bank, inclusive quando atendem empresas concorrentes.
Outro diferencial destacado é a arquitetura tecnológica construída desde o início para operar em tempo real, utilizando microsserviços e facilitando a evolução constante da plataforma.
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