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Como a LWSA se transformou para ocupar o varejo brasileiro?

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Como a LWSA se transformou para ocupar o varejo brasileiro?
Rafael Chamas, CEO da LWSA, é o convidado do MVP 111 | Foto: Startups Quando nasceu, em 1998, a Locaweb era sinônimo de uma coisa só: hospedagem de sites. Era a porta de entrada de boa parte das empresas brasileiras na internet. Quase três décadas depois, virou LWSA — uma holding que não se enxerga mais como provedora de hosting, mas como um ecossistema completo de digitalização de negócios. E a ambição, hoje, tem nome: ser o que o CEO Rafael Chamas chama de “grande sistema operacional do varejista brasileiro”. A virada é o tema do novo episódio do podcast MVP, em que Rafael conta detalhes desse plano com Gustavo Brigatto, fundador e publisher do Startups. Há dez anos na empresa e cerca de ano e meio na cadeira de CEO, o executivo explica como a missão de digitalizar empresas deu à LWSA a flexibilidade para ir muito além da presença digital, reunindo sistema de gestão, plataforma de e-commerce, serviços financeiros, logística e conexão a vários canais de venda numa jornada só. “Hoje a companhia é um grande ecossistema de digitalização de empresas. Tudo o que é necessário para o cliente ser bem-sucedido digitalmente a gente oferece em jornadas integradas e com produtos que criam diferenciação para o cliente final”, destaca o executivo. Hoje, mais de 20% de todo o e-commerce brasileiro passa, de alguma forma, pela companhia, com cerca de 200 mil varejistas conectados. Boa parte desse alcance veio de uma estratégia agressiva de aquisições que ganhou tração depois do IPO de 2020, com nomes como Bling, Melhor Envio e Wake entrando para o grupo. Contudo, toda essa jornada não aconteceu sem algumas correções em rota. De acordo com o executivo, em 2024 e 2025 a LWSA passou por um ciclo de simplificação e desinvestimentos, consolidando marcas e cortando o que não se encaixava mais na tese, como foi no caso da Squid, vendida a um player especialista. A virada apareceu no balanço. “A gente fechou o ano de 2025 com a maior rentabilidade da nossa história. Nós geramos mais de 220 milhões de caixa, o que é um yield de mais de 10% da empresa”, afirma Rafael. No período, a companhia praticamente dobrou o ritmo de crescimento de um ano para o outro, com o e-commerce avançando 15% de forma orgânica. E a IA? No papo, Chamas dá sua leitura sobre o tal “SaaS apocalypse”, a tese de que os agentes de inteligência artificial vão engolir o software como conhecemos. Para ele, os agentes mudam a interface do software, não a sua essência, e quem encara a tecnologia só pela ótica do corte de despesas está olhando para o lugar errado. “Quem está pensando em IA apenas em redução de custo não entendeu o jogo”, afirma. Segundo o CEO, a empresa também está de olho na expansão para grandes varejistas via Wake, e tem planos de expandir em serviços financeiros, crescendo em cima dos R$ 12 bilhões em pagamentos que a empresa já processa por ano. Para entender como a antiga empresa de hospedagem se reinventou em ecossistema e o que a LWSA pretende construir a partir daqui, é só dar o play na nova edição do podcast MVP, disponível no Spotify e no YouTube. É só escolher a sua plataforma de preferência e conferir. O post Como a LWSA se transformou para ocupar o varejo brasileiro? apareceu primeiro em Startups.
Artigo originalmente publicado em startups.com.br
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