Suplementos como whey protein e creatina ganharam espaço nas rotinas de adultos e adolescentes, mas isso não significa que devam fazer parte da alimentação infantil. Em crianças saudáveis, a prioridade continua sendo uma dieta variada, com proteína, carboidrato, gorduras boas, frutas, verduras e água suficiente para sustentar o crescimento.
O whey protein, por exemplo, é um complemento alimentar usado para aumentar a ingestão de proteína em situações específicas. Na infância, porém, ele costuma ser desnecessário. Quando há excesso de suplemento e pouca orientação, o resultado pode ser uma alimentação desbalanceada, com redução do apetite por alimentos naturais e maior chance de exageros nutricionais.
Já a creatina é bastante associada ao desempenho esportivo, mas seu uso em crianças não deve ser encarado como algo comum ou inofensivo. Sem avaliação adequada, o suplemento pode ser introduzido por influência de modismos, sem considerar idade, rotina de treinos, necessidades reais e possíveis efeitos adversos. Em fase de crescimento, isso exige cuidado redobrado.
O ponto central é simples: criança saudável não precisa tomar suplemento por conta própria. Quando houver suspeita de deficiência nutricional, dificuldade para ganhar peso, seletividade alimentar importante ou alguma condição clínica específica, a decisão deve ser individualizada por pediatra ou nutricionista. Na prática, a melhor estratégia quase sempre começa no prato, não na prateleira de suplementos.