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Cripta da Catedral de Berlim volta a receber visitantes após seis anos fechada

Cripta da Catedral de Berlim volta a receber visitantes após seis anos fechada
<p>Quem visita Berlim e se detém diante da magnífica Catedral — aquela construção de cúpulas douradas que se reflete nas águas do rio Spree, na Ilha dos Museus — talvez não saiba que, bem abaixo do altar, existe um universo subterrâneo guardado há séculos. A cripta da Berliner Dom, que abriga os sarcófagos de membros da dinastia Hohenzollern, reabriu ao público após seis anos de portas fechadas, tempo necessário para um cuidadoso trabalho de preservação que foi interrompido e prolongado pela pandemia de Covid-19.</p><p>O espaço é um dos mausoléus imperiais mais bem preservados da Alemanha. Lá dentro repousam cerca de 90 sarcófagos e urnas funerárias, alguns deles verdadeiras obras de arte em cobre, mármore e bronze, datando do século XVI. A atmosfera é ao mesmo tempo solene e surpreendentemente fascinante — uma aula de história europeia contada em pedra e metal, a poucos metros abaixo do burburinho turístico da cidade.</p><p>A restauração teve como foco principal a estabilização da estrutura, o tratamento de umidade nas paredes e a conservação de peças que o tempo e as intempéries começavam a comprometer. O trabalho foi conduzido por especialistas em patrimônio histórico e contou com técnicas modernas que permitem preservar os materiais originais sem alterar a autenticidade do ambiente. O resultado é um espaço renovado, mas fiel ao espírito do lugar.</p><p>Para os viajantes que planejam roteiros pela capital alemã, a cripta representa uma parada que vai muito além do convencional. Enquanto o andar superior da catedral oferece uma vista panorâmica incrível sobre Berlim — especialmente a partir da cúpula —, o subsolo convida a uma imersão histórica mais íntima e reflexiva. A combinação das duas experiências transforma a visita à Berliner Dom em um passeio completo, que une arquitetura, história e contemplação.</p><p>O ingresso para a catedral já inclui o acesso à cripta, e a visita pode ser feita de forma independente ou com guias especializados disponíveis no local. A dica é chegar cedo, especialmente nos meses de verão europeu, quando as filas crescem consideravelmente. Berlim reserva surpresas para todos os gostos — e essa, que fica literalmente escondida sob o chão da cidade, é uma das mais memoráveis.</p>
Artigo originalmente publicado em viagemeturismo.abril.com.br
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