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Data centers de IA escondem consumo gigante de água

Redação Recifes
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Data centers de IA escondem consumo gigante de água
Foto: İrfan Simsar / Pexels

Data centers usados para inteligência artificial estão consumindo muito mais água do que as big techs costumam divulgar, segundo reportagem do The Wall Street Journal.

O ponto central não está só no resfriamento dos servidores, mas também na água usada para gerar a energia que mantém toda essa estrutura funcionando.

Resfriamento de servidores e geração de energia explicam por que a IA pressiona recursos hídricos em escala global. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

O avanço da IA e o consumo que não aparece

A expansão acelerada da inteligência artificial levou empresas como Microsoft, Google e Amazon a ampliar sua infraestrutura de data centers em ritmo global. O que chama atenção, segundo a reportagem, é que parte relevante do impacto ambiental fica fora dos relatórios oficiais.

Esses documentos costumam registrar apenas a água usada diretamente nos centros de dados. Mas existe um segundo nível de consumo, ligado às usinas de energia que alimentam essas operações. Em alguns casos, ele pode superar o uso direto com folga.

Estudos nos Estados Unidos indicam que esse consumo indireto pode chegar a ser até 12 vezes maior do que o declarado, dependendo da matriz energética utilizada.

Google, Microsoft e Amazon ampliam data centers enquanto cresce o alerta sobre uso de água na infraestrutura digital. – Imagem: gguy/Shutterstock

Energia, água e um efeito em cadeia

O impacto varia bastante conforme a fonte de energia. Usinas a carvão e nucleares exigem grandes volumes de água para resfriamento. Já o gás natural reduz esse uso, enquanto solar e eólica praticamente não dependem de água.

Um estudo citado pela reportagem aponta que, no caso do Google, o consumo indireto pode ser cerca de três vezes maior do que o direto.

Resfriamento dos servidores representa o consumo mais visível

Geração de energia pode ampliar o impacto total de forma significativa

Combustíveis fósseis elevam a demanda por água

Fontes renováveis reduzem quase totalmente esse consumo

Parte relevante do impacto não entra nos relatórios corporativos

O problema da transparência limitada

Hoje, não existe exigência legal para que empresas divulguem todo o consumo de água ligado à IA. Isso abre margem para críticas de especialistas e autoridades ambientais, que apontam subnotificação frequente.

A Meta, por exemplo, já reconheceu que seu consumo indireto pode ser mais de 20 vezes maior do que o direto. Ainda assim, a maior parte das empresas continua focando apenas no uso interno dos data centers.

Fontes fósseis elevam o consumo de água, enquanto energia solar e eólica reduzem drasticamente esse impacto ambiental. – Imagem: Matt Hardy/Unsplash)

Soluções começam a ganhar espaço

Para reduzir o impacto, empresas têm apostado em sistemas de resfriamento em circuito fechado, que reaproveitam a água em vez de descartá-la continuamente.

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A Nvidia afirma que essa tecnologia pode praticamente eliminar o consumo direto de água em novas instalações. A Microsoft também planeja adotar soluções semelhantes nos próximos anos.

Mesmo com essas iniciativas, boa parte da infraestrutura atual ainda depende de sistemas evaporativos, que consomem mais água, apesar de eficientes em energia.

No fim, o crescimento da inteligência artificial reforça um dilema direto: quanto mais poder computacional, maior a pressão sobre recursos naturais já limitados. O post Data centers de IA escondem consumo gigante de água apareceu primeiro em Olhar Digital.

Artigo originalmente publicado em olhardigital.com.br
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