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Desinformação em saúde ainda cobra preço alto, cinco anos após a pandemia

Redação Recifes
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Desinformação em saúde ainda cobra preço alto, cinco anos após a pandemia

Cinco anos depois do auge da pandemia, a desinformação em saúde continua sendo uma das heranças mais duradouras daquele período. O problema não ficou restrito às redes sociais nem ao tema das vacinas: ele passou a influenciar decisões cotidianas, alimentar desconfiança e enfraquecer a relação das pessoas com profissionais e instituições de saúde.

Durante o Pulso, evento promovido pelo Portal Drauzio em parceria com o UOL, especialistas discutiram como notícias falsas, teorias conspiratórias e conteúdos sem base científica seguem moldando comportamentos. Em muitos casos, o impacto aparece de forma silenciosa: abandono de tratamentos, atraso na busca por atendimento, automedicação e resistência a orientações médicas simples.

O desafio, segundo os debatedores, não é apenas corrigir informações erradas depois que elas circulam. É construir confiança antes que a dúvida se transforme em decisão de risco. Isso passa por linguagem clara, checagem rigorosa, presença qualificada da saúde pública nas plataformas digitais e mais capacidade de comunicação por parte de médicos, hospitais e órgãos oficiais.

A lição deixada pela pandemia é que desinformação não é um ruído passageiro. Ela pode alterar a forma como a população entende sintomas, prevenção e cuidado, com efeitos concretos sobre a saúde coletiva. Combater esse cenário exige continuidade, educação e compromisso com fatos, inclusive fora dos momentos de crise.

Artigo originalmente publicado em drauziovarella.uol.com.br
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