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Do Triângulo Mineiro para o Mundo: os craques da Seleção com raízes no coração de Minas

Do Triângulo Mineiro para o Mundo: os craques da Seleção com raízes no coração de Minas
<p>O Triângulo Mineiro pode não ter enviado nenhum filho à Copa do Mundo desta edição, mas a relação da região com a história da Seleção Brasileira vai muito além do presente. Cidades como Uberlândia, Uberaba e Patos de Minas vivenciaram de perto a trajetória de jogadores que, em diferentes épocas, calçaram as chuteiras do Brasil nos maiores palcos do futebol mundial.</p><p>Zico, o maior ídolo do Flamengo e um dos maiores jogadores da história do Brasil, tem vínculos afetivos com a região. O Galinho de Quintino passou temporadas ligadas ao interior mineiro ao longo de sua carreira, e seu nome é reverenciado entre os torcedores triangulinhos com o mesmo fervor de qualquer torcedor carioca. Romário, por sua vez, o baixinho que balançou as redes no título de 1994 nos Estados Unidos, também deixou marcas na memória coletiva das cidades mineiras durante suas passagens pelo Brasil.</p><p>A tradição futebolística do Triângulo Mineiro sempre foi alimentada por grandes clubes regionais, como o Uberlândia Esporte Clube e a Associação Atlética de Uberaba, que ao longo das décadas revelaram ou receberam jogadores com passagens pela Seleção. A proximidade geográfica com São Paulo e o acesso facilitado ao eixo esportivo nacional fez com que muitos atletas escolhessem a região como lar durante suas formações ou no fim de carreira.</p><p>Para os torcedores que lotam os bares e praças de Uberlândia a cada jogo do Brasil na Copa, o orgulho não precisa de um nome local na lista de convocados para se manifestar. A paixão pelo futebol é um patrimônio coletivo, e cada gol da Seleção é celebrado com a mesma intensidade das capitais. O Triângulo Mineiro vibra, sofre e festeja como o Brasil inteiro — porque o futebol, aqui, também é religião.</p><p>Enquanto a torcida acompanha os jogos desta edição do Mundial com a esperança de um novo título, a região segue de olho nas novas gerações. Quem sabe o próximo craque a representar o Brasil em uma Copa não está sendo lapidado agora em algum campo de terra batida às margens do Rio Paranaíba?</p>
Artigo originalmente publicado em ge.globo.com
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