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Dólar abre em queda, de olho em dados de emprego

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Dólar abre em queda, de olho em dados de emprego
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (26) em queda, com um recuo de 0,05% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1749. Já as negociações no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Os dados de emprego de maio da Pnad são o destaque da sessão desta sexta-feira. Após a prévia da inflação brasileira ter indicado uma nova alta de preços em junho, os novos dados do IBGE ficam no radar. O indicador deve trazer novos sinais sobre a atividade econômica e trazer mais pistas sobre quais devem ser os próximos passos do Banco Central (BC) na condução dos juros. ▶️ No mercado acionário, o setor de tecnologia segue no centro das atenções. Bolsas globais têm sido penalizadas pela queda generalizada dos papéis do setor, em meio a dúvidas sobre a capacidade de retorno dessas empresas e diante dos altos gastos com inteligência artificial. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,71%; Acumulado do mês: +3,16%; Acumulado do ano: -5,23%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,29%; Acumulado do mês: --1,89%; Acumulado do ano: +5,82%. Inflação no Brasil e nos EUA IPCA-15 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,80%. O indicador continua acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central de inflação é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, os preços de Alimentação e bebidas subiram 0,74% no mês e tiveram o maior impacto na inflação, enquanto o grupo de Habitação avançou 0,72%. Juntos, esses dois grupos explicam cerca de dois terços da alta da inflação no período. Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, destaca que a alta dos alimentos foi puxada principalmente por carnes, pães e outros panificados, leite e derivados e, sobretudo, frutas, legumes e verduras. “Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, disse. De acordo com o economista, o movimento ainda reflete fatores ligados à oferta e à demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetam especialmente a produção de frutas, legumes e verduras. No caso das carnes, ele afirma que o aumento das exportações para a China também tem contribuído para pressionar os preços no curto prazo. Veja mais na reportagem abaixo: Prévia da inflação sobe 0,62% em maio, puxado por alimentos e conta de luz Inflação americana Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, avançou 4,1% em maio, em linha com as expectativas do mercado. Foi a primeira vez em três anos que o indicador superou a marca de 4%. Ao desconsiderar os preços de alimentos e energia, que costumam apresentar maior volatilidade, a inflação ficou em 3,4% no acumulado de 12 meses, acima dos 3,3% registrados em abril. Na comparação mensal, o núcleo do indicador avançou 0,3%, repetindo o resultado do mês anterior. "Nós acreditamos que a inflação continua elevada neste momento, embora possa desacelerar gradualmente ao longo do tempo", afirma Michele Morganti, estrategista sênior de ações da Generali Investments. O aumento da inflação ocorre em meio à alta dos preços da energia provocada pelo conflito no Oriente Médio e reforça a atenção do banco central americano sobre a evolução dos preços. A meta de inflação do Fed é de 2%. Na semana passada, a autoridade monetária manteve os juros entre 3,5% e 3,75%, mas sinalizou que novas altas poderão ser necessárias caso as pressões inflacionárias persistam. Por outro lado, a queda recente dos preços do petróleo e dados que apontam para uma economia ainda resiliente alimentam a expectativa de que a inflação possa perder força nos próximos meses sem a necessidade de aumentos mais intensos nos juros. Dados revisados divulgados nesta quinta-feira também mostraram que a economia dos EUA cresceu 2,1% no primeiro trimestre, acima da estimativa anterior, de 1,6%. Diante disso, Morganti acrescenta que ainda existe o risco de que o Federal Reserve aumente os juros mais adiante neste ano. Mercados globais Na Ásia, as bolsas da região tiveram uma queda generalizada nesta sexta-feira, puxada pela onda de vendas no setor de tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu, 3,03%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em queda de 2,26%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve perdas de 1,76%, enquanto o Nikkei, do Japão, recuou 4,15% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 5,81%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar Pexels
Artigo originalmente publicado em g1.globo.com
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