Uma pesquisa recente acende um alerta sobre um problema ainda tratado com naturalidade em muitas famílias e escolas: a dor menstrual está tirando meninas da sala de aula todos os meses. O dado mais preocupante é que, entre as estudantes avaliadas, quatro em cada dez faltam mensalmente às aulas por causa do ciclo.
Embora a cólica seja comum, isso não significa que deva ser ignorada. Quando a dor impede a rotina, atrapalha a concentração ou obriga a adolescente a faltar com frequência, é preciso investigar melhor. Em alguns casos, o desconforto pode estar relacionado a condições que exigem acompanhamento médico, como endometriose ou outros distúrbios ginecológicos.
O impacto vai além do conteúdo perdido em sala. Faltas repetidas podem prejudicar o desempenho escolar, aumentar a ansiedade e fazer com que a estudante se sinta isolada ou incompreendida. Em vez de tratar a queixa como exagero, a escola e a família precisam reconhecer que dor incapacitante não é parte inevitável de ser menina.
Ampliar o acesso a informação, atendimento e estratégias de alívio é fundamental. Avaliação médica, uso adequado de analgésicos quando indicados, orientação sobre hábitos de cuidado e ambientes escolares mais acolhedores podem reduzir o absenteísmo e evitar que uma condição tratável continue interferindo no aprendizado.