O segundo semestre de 2026 pode ser marcado por episódios mais frequentes de chuva intensa, rajadas de vento e até fenômenos severos em algumas regiões do Brasil. Entre os fatores que ajudam a explicar esse cenário está a atuação do El Niño, que altera a circulação atmosférica e pode reorganizar os padrões de tempo em boa parte do país.
Segundo o meteorologista Gustavo Verardo, da Climatempo, o impacto do fenômeno não é igual em todo o território nacional. Em linhas gerais, ele tende a favorecer contrastes: enquanto algumas áreas recebem volumes acima da média de chuva, outras podem enfrentar períodos mais secos e temperaturas elevadas. Essa combinação aumenta a chance de temporais isolados e mais violentos.
Na prática, o El Niño não “cria” sozinho eventos como ventania ou tornado, mas pode funcionar como um ingrediente a mais em uma atmosfera já propensa a extremos. Quando há calor acumulado, umidade e instabilidade suficientes, as tempestades podem se organizar de forma mais intensa, elevando o risco de danos, queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia.
Para os próximos meses, a recomendação é acompanhar com atenção os alertas meteorológicos e evitar minimizar pancadas de chuva fortes, sobretudo em áreas urbanas vulneráveis. Em um cenário de variabilidade climática mais acentuada, a prevenção continua sendo a melhor resposta para reduzir impactos e proteger a população.
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