A paixão pelo futebol faz parte da rotina brasileira, mas a intensidade de um jogo da seleção pode cobrar um preço alto em quem já tem coração sensível. Em momentos de grande tensão, a descarga de adrenalina aumenta a frequência cardíaca, eleva a pressão arterial e pode desencadear arritmias ou até infarto em pessoas predispostas.
Um episódio registrado durante uma partida do Brasil, com a morte de um torcedor no estádio, voltou a chamar atenção para esse tipo de risco. Estudos observacionais já mostraram que, em dias de jogo da seleção, as ocorrências de infarto podem crescer de forma relevante, especialmente quando a disputa é apertada e o clima emocional fica extremo.
Isso não significa que assistir futebol seja perigoso por si só. O problema aparece quando a emoção se soma a fatores como hipertensão, diabetes, tabagismo, colesterol alto, sedentarismo, obesidade, histórico familiar de doença cardiovascular ou uso irregular de medicamentos. Nesses casos, a combinação de estresse e esforço emocional pode ser suficiente para descompensar o organismo.
Para reduzir o risco, vale apostar em medidas simples: manter a medicação em dia, evitar excesso de álcool, fazer pausas durante a partida, não exagerar em estimulantes e procurar atendimento imediato se surgirem dor no peito, falta de ar, suor frio, náusea ou mal-estar súbito. Torcer continua sendo parte da festa, mas quem já tem doença cardíaca precisa encarar o jogo com atenção redobrada.